Monitor – 12 de abril de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
12/04/22 | nº 632 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Reportagem do Valor Econômico informa que cidades ligadas a commodities e turismo lideram criação de vagas de emprego. Apenas uma capital aparece entre os 50 municípios que tiveram maior crescimento de trabalho com carteira entre julho de 2020 e fevereiro deste ano. Os dados são de estudo da CNC a partir de dados do Caged.

Canaã dos Carajás (PA) foi o município com maior expansão no estoque de vagas formais neste período de 20 meses, uma expansão de 66% ou uma diferença de 7.370 vagas. A cidade é a sede do Serra Sul (S11D), o maior complexo minerador da história da Vale, que agora passa por expansão. Em segundo lugar na lista está Porto Seguro, na Bahia, um dos principais destinos turísticos no Brasil, com um crescimento de 52% frente ao estoque de vagas que tinha em julho de 2020, ou 10.019 vagas. Metade das 20 cidades no topo do ranking daquelas com maior velocidade na recuperação de vagas entre julho de 2020 e fevereiro de 2022 tem o turismo como uma das atividades importantes da economia.

“O ranking mostra que a maioria dos municípios que aparecem nesses primeiros 20 lugares do ranking é formada por polos exportadores de commodities agrícolas ou minerais ou destinos turísticos reconhecidos”, diz o economista sênior da CNC Fabio Bentes, responsável pelo estudo.

Longe do topo do ranking estão grandes cidades como São Paulo (266º lugar), Salvador (346º), Rio de Janeiro (451º), Porto Alegre (482º) e Belo Horizonte (312º). “Os dados mostram um processo de interiorização da força de trabalho formal. Isso tem tudo a ver com a revolução tecnológica com o trabalho remoto, que tende a beneficiar os municípios médios e perto das capitais. Como referência, a primeira capital que aparece no ranking é Manaus e só entre os 50 primeiros”, explica Bentes

A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) situa que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a defender ontem esforços para aprovar a PEC 110, que versa sobre a reforma tributária. Conteúdo afirma que o setor produtivo está dividido: a CNI é a favor da aprovação da proposta, enquanto a CNC tem ressalvas.

‘Refis do Simples’
Valor Econômico 
afirma que, um mês após haver sido instituído pelo Congresso Nacional, o “Refis do Simples” ainda não entrou em funcionamento. Pela lei atual, o prazo para adesão termina no próximo dia 29. Nesse mesmo dia, empresas que estejam devendo ao Simples podem ser excluídas do programa.

“A lei aprovada não está sendo cumprida”, afirmou o deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), coordenador da Frente Parlamentar do Empreendedorismo. Ele afirma que 650 mil micro e pequenos empresários aguardam a abertura do sistema para renegociar seus débitos e que há 1 milhão de empregos em risco.

Desoneração da folha
Em O Globo, um grupo de empresários reunidos no Instituto Unidos Brasil lança hoje três PECs para melhorar o ambiente de negócios no país, com o objetivo de ampliar o debate e engajar parlamentares, partidos e até pré-candidatos à Presidência.

A primeira proposta trata sobre a permanente a desoneração da folha de pagamento, que está em vigor hoje para os 17 setores que mais empregam no país. Sua validade vai até o fim de 2023.

Em outra proposta, o grupo pretende reduzir o que acreditam ser a concentração de poder nas agências reguladoras e autarquias. Além disso, há a PEC da Liberdade Econômica, para incluir na Constituição garantias a um bom ambiente de negócios.

Selic 
Imprensa relata que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, admitiu que o resultado do IPCA surpreendeu em março (1,62%) e indicou que irá avaliar o movimento para ver se altera a tendência observada pelo Copom. No mercado financeiro, a percepção é de que as declarações aumentam a chance de as altas da Selic continuarem além do encontro de maio, para o qual o BC já sinalizou aumento de 1 ponto porcentual, de 11,75% para 12,75% ao ano.

Especialistas veem a porta mais aberta para a elevação continuar em junho e até agosto, com a Selic terminando o processo de alta em 14% ao ano, considerando dados mais altos de inflação e expectativas inflacionárias também avançando.

Inflação
Folha de S.Paulo 
traz que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que o Brasil fará um combate rápido e efetivo à inflação.

Durante evento, Guedes demonstrou confiança no trabalho do Banco Central para combater a carestia, apesar de constantes revisões de projeções por analistas do mercado.

De acordo com o ministro, a autoridade monetária “já colocou o juro no lugar”, e a taxa básica está até “relativamente elevada” em termos reais.

Energia
Principais jornais registram que, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, Luiz Ciocchi, não há previsão de taxa extra nas contas de luz, com os reservatórios das hidrelétricas registrando o melhor nível desde 2012.

O país entrou no período seco, que vai de abril a outubro e, devido às fortes chuvas registradas durante o período úmido, houve alta no nível dos reservatórios. Ontem, o Sistema Interligado Nacional registrava média de 71,7% de armazenamento.

Petrobras
O Globo e Valor Econômico 
registram que o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que mudou o comando da Petrobras por “alguém mais profissional” para poder dar “transparência”. O presidente tem reclamado da comunicação da estatal junto à população e disse que a Petrobras “não fala” e “não usa o seu marketing”.

O presidente reforçou que “não apita” nas questões da estatal, mas que acaba saindo como culpado pelas decisões da diretoria. Afirmou que a Petrobras é um “ponto de desgaste enorme”.

Aviação
Valor Econômico
 registra que as companhias aéreas pediram ontem ao governo federal que seja estabelecida uma discussão mais ampla sobre o preço do querosene de aviação (QAV), que “saiu completamente do controle”, disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. Ele negou que o setor esteja pleiteando a desoneração tributária do combustível.

Sanovicz e executivos de empresas do setor se reuniram com os ministros Paulo Guedes, da Economia, Ciro Nogueira (Casa Civil) e Marcelo Sampaio (Infraestrutura) e com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a quem pediram a aprovação de duas medidas provisórias consideradas relevantes pelo setor.

“Nossa ideia é propor uma mesa permanente de debate e diálogo envolvendo todos os stakeholders: Economia, Infraestrutura, aéreas, relacionados a um item que saiu completamente do controle, que é o custo do querosene de aviação”, disse ele, ao chegar à sede do Ministério da Economia.

Ele negou que o setor esteja pleiteando ao governo federal a desoneração tributária do combustível. O corte do PIS/Cofins sobre QAV foi aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado e ainda não entrou em vigor, informou. Não detalhou por quê. Disse, porém, que a medida tem impacto estimado em R$ 300 milhões, numa despesa que chega a R$ 11 bilhões no ano. “São três gotas no oceano”, comparou o executivo.

Licitações 
Manchete da Folha de S.Paulo relata agendas extraoficiais da Engefort com o ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
A empresa lidera as licitações de pavimentação e obteve R$ 620 milhões em contratos com a Codevasf no governo Jair Bolsonaro, já tendo recebido R$ 84,6 milhões desse montante.

Centrão
Principais jornais informam que o presidente Jair Bolsonaro assumiu ontem que oferece cargos e recursos federais ao Centrão em troca de apoio político. Segundo Bolsonaro, as emendas do orçamento secreto “acalmam” os congressistas. Ele saiu em defesa da legalidade do mecanismo, alvo de críticas por falta de transparência e favorecimento de aliados para a formação de uma base de sustentação do governo no Legislativo.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,39%, cotado a R$ 4,69. Euro caiu 0,35%, chegando a R$ 5,10. A Bovespa operou com 116.952 pontos, queda de 1,16%. Risco Brasil em 300 pontos. Dow Jones caiu 1,19% e Nasdaq teve queda de 2,18%.
Valor Econômico
Em ano eleitoral, Estados aceleram investimentos

O Estado de S. Paulo
Sem aval do Mercosul, Brasil quer cortar taxa de importação

Folha de S.Paulo
Campeã de licitações manteve encontros sem ata com governo

O Globo
Inflação causa surpresa ao BC, e mercado já prevê juro maior

Correio Braziliense
INSS altera regras para a liberação de aposentadoria

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