Sumário Econômico – 1708

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Destaques da edição:

O dólar ladeira abaixo – O real está em um caminho de valorização surpreendente, tendência que não era esperada por muitos economistas e gestores de mercado. Isso mostra que o Brasil, na política fiscal, está em trajetória assertiva. Este ano, o País deverá ter um pequeno saldo primário, resultado que muitos especialistas descartavam. Os investimentos domésticos têm atraído recursos externos, através das compras de ações por não residentes e da aquisição de outros ativos que hoje se encontram com preços atraentes em reais.

A isenção de Imposto de Renda aos investidores externos é uma medida importante para a atração de recursos, o que também tem se refletido no maior ingresso recente de moeda estrangeira no País. Além disso, o carry trade com os ativos denominados em real se explica pela perspectiva de valorização desses ativos e juros internos que se elevaram rapidamente e devem permanecer altos por mais tempo. Todo esse movimento, que era esperado no começo do governo, está acontecendo agora.

As teorias econômicas mostram que é difícil acertar a trajetória da taxa de câmbio, em que a maior volatilidade retrata a realidade imperativa da incerteza.

Apesar dos gastos no programa emergencial e o esperado à frente com o Auxílio Brasil, os gastos públicos estão mostrando que as avaliações ruins não se comprovaram. Chega a impressionar como as perspectivas pessimistas não estão se mostrando assertivas.

IGP-M sobe 1,74% em março – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,74% em março, ante a 1,83% no mês anterior. Com esse resultado, o índice acumula alta de 5,49% no ano e de 14,77% em 12 meses. Já em março de 2021, o índice havia subido 2,94% e acumulava alta de 31,10% em 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,07% em março, ante a 2,36% em fevereiro.

Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou 2,75% em março. No mês anterior, a taxa do grupo foi de 1,21%. A principal contribuição para esse resultado partiu do subgrupo alimentos processados; no grupo, a taxa passou de -0,08% para 2,49% em março. O índice relativo a bens finais (ex), que exclui os índices de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,56% em março, ante a 0,69% no mês anterior.

Pesquisas revelam cautela no consumo e evolução nos serviços –  De acordo com as sondagens econômicas divulgadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a economia em março desacelerou em relação ao mês anterior. A Sondagem do Consumidor apresentou uma queda de 4,0% no mês no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), após dois meses de alta. Houve retração nos indicadores tanto do momento atual, -3,8%, quanto em relação às expectativas, -3,7%. No entanto, o primeiro trimestre revelou um resultado mais positivo, com crescimento de 1,6% no acumulado do período. O indicador referente ao presente continuou com retração, -1,1%, enquanto as expectativas já passaram a ser positivas nessa base de comparação, +3,0%.

Com a confiança do consumidor em desaceleração, o comércio seguiu o mesmo caminho. O Índice de Confiança do Comércio (Icom) obteve queda de -0,2% no mês, principalmente influenciado pela retração de -10,4% no índice referente às expectativas. Já o índice da situação atual avançou +12,2%.

Hidrogênio verde pode ser o combustível do futuro – O hidrogênio verde está sendo considerada a solução para a descarbonização mundial. Como ele não ocorre isoladamente na natureza, o método mais utilizado para seu ganho é a eletrólise da água. Nesse processo, a água é decomposta, o hidrogênio e o oxigênio que compõem as moléculas de água são separados por meio de eletricidade. Ao ser separado, o hidrogênio pode ser usado para armazenar e gerar energia por meio de células de combustível (em veículos de pequeno, médio e grande porte, como automóveis e caminhões); pode servir como insumo para produção siderúrgica, química, petroquímica, agrícola, alimentícia e de bebidas; como combustível para navios e aviões; e para aquecimento de edificações. E, com potencial de geração energética três vezes maior que a gasolina, o combustível pode ser utilizado na indústria e no transporte, reduzindo as emissões. O azul é produzido a partir da captura de CO2 nas chaminés das indústrias e armazenamento em um local apropriado, como um poço de petróleo esgotado ou camadas profundas de água do mar; e o verde é produzido a partir da eletrólise de água (que inclusive pode ser do mar), com o uso de energia gerada a partir de fontes renováveis.

ANBC na CNC – No dia 22 de março deste ano, representantes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) (Divisão Econômica e Gerência Financeira) reuniram-se de maneira on-line com alguns representantes da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) e seu presidente.

A ANBC é uma entidade que reúne quatro grandes empresas da área de avaliação de risco de crédito: Boa Vista SCPC, Serasa Experian, SPC Brasil e Quod.

O encontro serviu para atender interesse da ANBC em se aproximar da CNC, visando apresentar seus serviços, assim como falar um pouco a respeito do crédito, a sua atuação junto aos representados e pincelar o recente convênio estabelecido com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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