Monitor – 1° de abril de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
01/04/22 | nº 625 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Dados da Peic são destaque em diversos telejornais: Jornal Nacional e Hora Um (TV Globo), Jornal da Record 24h e Jornal da Manhã (Jovem Pan News TV).

Entre os grandes jornais, o assunto é notícia no Valor Econômico e no Estadão. Na mídia online, destaque para a cobertura da Agência Brasil, do Yahoo! Finanças e da coluna Radar Online (Veja Online).

Segundo a CNC, o uso intensivo de cartão de crédito levou o endividamento das famílias e a inadimplência a atingir patamares recordes em março. A pesquisa mostrou 77,5% das famílias endividadas, ante 76,6% em fevereiro e 67,3% em março de 2021. Foi o maior porcentual da série histórica, iniciada em 2020.

Em entrevista ao Jornal Nacional, a economista da CNC Izis Ferreira pontuou que, com o preço maior dos alimentos e dos combustíveis, está sobrando menos dinheiro para as pessoas comprarem itens de primeira necessidade. De acordo com a economista, elas estão recorrendo ao crédito para sustentar o consumo até o final do mês.

Valor registra que, em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que o resultado reflete pressão da inflação nos orçamentos. “Essa inflação alta, persistente e disseminada mantém elevadas as necessidades de crédito para recomposição da renda, fazendo com que as famílias encontrem nos recursos de terceiros uma saída para manutenção do nível de consumo”, disse.

Reportagem do Bom Dia Rio (TV Globo) citou dados da CNC sobre o aumento no preço dos produtos relacionados à Páscoa.

Desemprego
FolhaEstadão O Globo repercutem dados da Pnad Contínua, do IBGE, divulgados ontem, indicando que o desemprego voltou a recuar no Brasil. A taxa caiu para 11,1% no quarto trimestre de 2021 – percentual mais baixo para este período do ano desde 2016. Ao todo, são 12 milhões de pessoas desempregadas.

Por outro lado, a renda média do trabalho foi a menor de toda a série histórica, com baixa de 3,6% frente ao trimestre anterior e de 10,7% em relação a igual período de 2020.

Empresas
Depois de cair 35% em 2020 por causa dos efeitos da pandemia, o lucro das empresas listadas na B3 mais do que triplicou em 2021, destaca o Estadão.

Segundo dados da Economatica, o ganho médio de um conjunto de 291 companhias abertas saltou de R$ 68 bi em 2020 para R$ 228 bi – alta de 235%. O montante supera com folga o momento pré-crise, quando as empresas lucraram R$ 105 bi.

A leitura é de que as grandes companhias saíram fortalecidas da crise, ao contrário de negócios de pequeno e médio porte, que não conseguiram sobreviver à pandemia.

Gasolina
Folha de S.Paulo revela que o preço médio do litro da gasolina no país chegou ontem a R$ 7,323 – aumento de 6,9% no mês de março, segundo dados da Ticket Log, que monitora cerca de 21 mil postos.

O etanol hidratado também encerrou março em alta (1,1%), com preço médio de R$5,687 por litro.

Refis
Principais jornais assinalam que o governo deve aumentar a tributação sobre os bancos para compensar a renúncia de receitas decorrente do programa de renegociação de dívidas de MEIs e pequenas empresas do Simples Nacional.

A CSLL dos bancos está hoje em 20%, mas deve subir para um patamar entre 21% e 23%. A alta deve ser implementada por meio de medida provisória e as novas alíquotas valeriam a partir de 90 dias.

Consumo
Coluna do Broadcast (Estadão) conta que ações ligadas ao setor de consumo ficaram entre as maiores altas do Ibovespa no último pregão de março. Cielo subiu 4,36%, CVC avançou 2,52% e BB Seguridade teve ganho de 2,65%.

Segundo Julia Monteiro, da MyCap, essas altas refletiram a perspectiva de estabilidade dos juros e a possibilidade de ampliação do crédito.

Entre as varejistas, houve recuo devido a um movimento de realização de lucros.

Delivery
Folha conta que entregadores estão convocando uma nova paralisação de aplicativos de transporte e entregas para esta sexta-feira.

O movimento está sendo chamado de “Apagão dos Apps”, em uma convocação também aos consumidores, para que não façam pedidos. Entre as reivindicações estão aumento das taxas mínimas, fim dos bloqueios considerados injustos e melhores condições de trabalho.

Arezzo
Com o plano de se consolidar como grupo de moda, a Arezzo &Co lança neste mês uma de suas principais apostas: a linha de vestuário da Schutz, marca criada pelo presidente do grupo, Alexandre Birman, ainda no começo de carreira e uma de suas líderes de vendas. Segundo o Valor, o projeto da Arezzo para alavancar vendas prevê abrir lojas e distribuição para multimarcas e franqueados.

Renner
Valor Econômico conta que, pela primeira vez, a Renner começará a vender produtos criados virtualmente para comercialização apenas pelas plataformas on-line. A ação começa a ser feita hoje, com oferta inicial de 15 peças. Foram usadas ferramentas 3D para criação, modelagem e prova digital dos produtos.

Eleições
Manchetes nos principais impressos destacam que a desistência de Sérgio Moro (União Brasil) e o vaivém de João Doria (PSDB-SP) sobre a candidatura à Presidência. Ex-Podemos, Moro trocou de partido ontem e disse abrir mão, “neste momento”, de concorrer ao Planalto. Já Doria chegou a comunicar a seu vice no governo paulista, Rodrigo Garcia, que ficaria no cargo e sairia da corrida nacional. Depois, recuou e deixou o Palácio dos Bandeirantes para ser candidato.

Para os jornais, a manobra de Doria pode aguçar divisão interna no PSDB. Além disso, a desistência de Moro reforça a polarização entre Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

O dólar comercial fechou ontem em baixa de 0,54%, cotado a R$ 4,76. Euro caiu 1,33%, chegando a R$ 5,26. A Bovespa operou com 119.999 pontos, queda de 0,22%. Risco Brasil em 291 pontos. Dow Jones caiu 1,56% e Nasdaq teve queda de 1,54%.
Valor Econômico
Doria e Moro mudam xadrez da terceira via

O Estado de S. Paulo
Moro sai de corrida pela Presidência; Doria fica após simular desistência

Folha de S.Paulo
Moro desiste, Doria tropeça, e polarização se fortalece

O Globo
Moro desiste da Presidência, e Doria mantém candidatura, mesmo desgastado

Correio Braziliense
Tô dentro? Tô fora?

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