Monitor – 22 de março de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
22/03/22 | nº 617 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Valor Econômico noticia que a inflação persistente derrubou o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que mostrou queda de 1,3% em março ante fevereiro, para 118 pontos. Foi o menor patamar desde agosto do ano passado (115 pontos), informou ontem a CNC, responsável pelo indicador.
Na comparação com março de 2021, houve alta de 13,9% devido à base de comparação fraca. No entanto, o recuo até março fez com que o Icec encerrasse primeiro trimestre de 2022 com saldo negativo: uma retração de 1,12%.

A CNC explicou que os preços em alta no começo do ano levaram a orçamento mais apertado entre as famílias, já muito endividadas. Além disso, o recente aumento nos preços dos combustíveis e o impacto indireto em alta de custos na produção – devido ao combustível mais caro – também são elementos-chave para a baixa confiança empresarial.

Antonio Everton, economista da CNC e responsável pela análise, afirmou que o clima de menor confiança também é agravado por sazonalidade. Todo início de ano, a chegada de impostos aumentados, como IPTU e IPVA; novos valores para condomínio e mensalidade escolar, entre outras despesas, pesam nos orçamentos familiares, lembrou o especialista. Os juros reais por volta de 5% acima da inflação, que encarecem o custo do crédito, também pesam.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, lembrou da guerra na Ucrânia. Em seu entendimento, também é um fator de peso para a queda. Ele avalia que o quadro internacional gera cenário de incertezas.

Sistema S
Em editorial, O Estado de S. Paulo destaca a necessidade de modernização do ensino técnico no país. O jornal avalia que, apesar de a reforma do ensino médio ter dado um alento à formação profissional, preconceitos culturais e desafios práticos ainda precisam ser enfrentados.

O texto aponta “as ilhas de excelência, como o Sistema S ou Paula Souza, não conseguem atender a toda a demanda das classes baixas”.

Imposto
Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico 
informam que o governo anunciou que zerou o imposto de importação do etanol e de seis produtos da cesta básica para tentar conter a inflação. O impacto para os cofres públicos é calculado em R$ 1 bilhão por ano. A medida alcança café, margarina, queijo, macarrão, açúcar e óleo de soja e vale até o fim do ano.

Segundo o Ministério da Economia, são itens que registram crescimento de preços acima da média nos últimos 12 meses e cuja redução beneficia principalmente a população de baixa renda.

Dólar
Em manchetes, O Globo e Valor Econômico informam que ontem, pela primeira vez desde junho de 2021, a cotação do dólar comercial fechou abaixo de R$ 5. A alta de preços de commodities como o petróleo e os minérios beneficiam o Brasil.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia está provocando uma alta expressiva de preços de produtos que respondem por cerca de 70% das exportações brasileiras.

Combustíveis
O Estado de S. Paulo 
expõe interlocução de empresas do setor de petróleo com a Câmara para barrar votação do projeto que cria diretrizes de preços para o diesel, a gasolina e o gás liquefeito de petróleo.

Integrantes do mercado apontam a parlamentares brechas no texto que forçam a mudança na política de preços da Petrobras, alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, de lideranças do Congresso e da oposição.

Gás
Valor Econômico 
situa que consumidores de gás canalizado terão custos adicionais de R$ 3,6 bilhões por ano com a eventual derrubada das liminares judiciais que suspenderam o aumento de 50% aplicado pela Petrobras.

A reportagem mostra que a maior parte da conta recairia sobre a indústria, que é a principal consumidora do gás, segundo cálculos da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia.
De acordo com Valor, mineração, siderurgia, papel e celulose, petroquímica, cerâmica e vidro são os segmentos potencialmente mais prejudicados, por utilizarem o gás como insumo nos processos industriais.

Comércio
O Estado de S. Paulo
 registra que as vendas de supermercados e restaurantes em janeiro caíram, em média, 2,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O cálculo é da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em transações feitas por cartões da Alelo, bandeira de benefícios e de gestão de despesas corporativas. Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) e em Supermercados (ICS) refletem o agravamento da pandemia no período, o avanço da inflação e a queda da renda, explicou o presidente da Alelo, Cesario Nakamura.

Carnaval
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
relata que a flexibilização do uso de máscaras em locais fechados em São Paulo e no Rio e a vacinação devem impulsionar as festas do Carnaval fora de época deste ano, segundo a previsão do mercado de eventos, que ainda tenta se reerguer do estrago da pandemia.

Ana Tereza Santos, presidente da Sympla, diz que nos primeiros 40 dias deste ano o número de ingressos vendidos foi 20% inferior à média do mesmo período de 2019. ‘Mas, com a melhora do cenário geral, a expectativa é cada vez mais positiva’, afirma.

Para Bruno Sapienza, da Ingresse, neste ano, o Brasil terá um grande Carnaval dividido em dois. ‘O tíquete médio aumentou cerca de 10% em relação a 2019, e estão vendendo mais’, diz o executivo da Ingresse, que colocou bilhetes à venda para mais de 15 eventos em São Paulo e mais de 40 no Rio.

Educação
Manchetes de Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo destacam que o governo federal prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba são feitos por dois pastores sem cargo público e que estão intermediando o acesso ao Ministério da Educação.

O gabinete paralelo que funciona no MEC tem acelerado a liberação de verbas com agilidade “fora do padrão” de repasses federais. A declaração é do ministro da Educação, Milton Ribeiro, em gravação obtida pela Folha.

Eleições 
Principais jornais informam que o presidente Jair Bolsonaro usou ontem uma entrevista para dar dicas sobre quem será o candidato a vice-presidente em sua chapa nas eleições deste ano. O nome mais cotado é o do ministro da Defesa, Walter Braga Netto. O general do Exército não tem filiação partidária até o momento.

Boulos
Imprensa registra que o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, anunciou ontem que desistiu de sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. Em mensagem publicada em suas redes sociais, Boulos disse que pretende concorrer ao cargo de deputado federal. A decisão abre espaço para o PSOL apoiar a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Boulos afirmou que a intenção é fortalecer a bancada do PSOL no Congresso, para garantir que o partido ultrapasse o limite mínimo estabelecido pela cláusula de barreira, e derrotar Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

PSDB
O Estado de S. Paulo
 relata que o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, disse ontem que seu partido, o MDB e o União Brasil deverão anunciar, até junho, uma candidatura presidencial única, com a possibilidade de incluir o Podemos na chapa. “MDB, União Brasil e PSDB tiveram espírito público de aceitar condicionarem o resultado aos critérios da escolha desse candidato único”, afirmou Araújo durante ato de filiação do senador Alessandro Vieira (SE) ao PSDB.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 1,42%, cotado a R$ 4,94. Euro caiu 1,76%, chegando a R$ 5,44. A Bovespa operou com 1156.154 pontos, alta de 0,73%. Risco Brasil em 309 pontos. Dow Jones caiu 0,58% e Nasdaq teve queda de 0,40%.
Valor Econômico
Dólar cai abaixo de R$ 5 com juros e commodities em alta

O Estado de S. Paulo
MEC acelerou verba a prefeitos após interferência de pastores

Folha de S.Paulo
MEC prioriza pastores a pedido de Bolsonaro

O Globo
Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em 9 meses

Correio Braziliense
Gasolina é mais cara para os moradores de cidades pobres

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