13º
Principais jornais relatam que o governo vai antecipar o pagamento do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS. A primeira parcela será paga em abril e a segunda em maio. É mais uma medida que o governo faz para injetar recursos na economia antes das eleições.
A antecipação do 13º para os segurados do INSS deve injetar R$ 56 bilhões na economia. O governo também prepara uma nova rodada de saques do FGTS. Nas estimativas do governo, a ação pode alcançar 40 milhões de trabalhadores e injetar até R$ 30 bilhões na economia em 2022. Ao todo, serão R$ 86 bilhões de injeção com as duas medidas.
Imposto
Manchete de O Estado de S. Paulo destaca que a adoção de alíquota uniforme na cobrança do ICMS pode aumentar a carga tributária cobrada sobre o diesel no Distrito Federal e em nove estados.
A previsão consta das primeiras simulações feitas pelos secretários de Fazenda dos estados para atender à legislação aprovada pelo Congresso.
O diário paulista detalha que a situação ocorre porque algumas unidades federativas praticavam uma alíquota mais baixa (entre 12% e 14%), enquanto outros governos estaduais têm taxação mais alta (até a 18,5%).
Inflação
Folha de S.Paulo afirma que, após bater recorde histórico em fevereiro, antes da guerra na Ucrânia, e ter previsão de alta de mais 20% por conta do conflito, os preços dos alimentos ganharam nova pressão com grandes países consumidores e produtores de grãos passando a restringir exportações para elevar estoques.
Segundo a FAO, os estoques reguladores de grãos no mundo estão no menor nível em oito anos —equivalem a 29% da demanda global anual de grãos. Em 12 meses até fevereiro, os preços dos alimentos no mundo já haviam subido 24%, em média. Embora a FAO previsse alta de mais 20% por conta da guerra, produtos como trigo já dispararam 30%.
Selic
Folha de S.Paulo ressalta que, embora tenha sinalizado em sua última reunião a desaceleração do ritmo de ajuste da taxa básica de juros, a Selic, o Copom pode repetir nesta semana a mesma magnitude de alta praticada nos últimos encontros, de 1,5 ponto percentual, segundo os ex-diretores do BC Tony Volpon e Alexandre Schwartsman.
Pesam na decisão a inflação, pressionada principalmente pela alta dos combustíveis, e a turbulência mundial que resulta da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Combustíveis 1
Manchete de O Globo traz entrevista com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que defende a criação de “colchão tributário” – imposto que poderia ser reduzido ou aumentado por decreto, de acordo com os valores do barril de petróleo.
Ele comenta que o governo não discute mudar a política de preços da Petrobras e que existe “preocupação permanente” com o desabastecimento do diesel.
Já O Estado de S. Paulo repercute declaração de Jair Bolsonaro de que a Petrobras “com toda a certeza” vai reduzir os preços dos combustíveis diante da queda na cotação de petróleo no mercado internacional.
O Estado de S. Paulo também trata da defasagem entre os preços da Petrobras e os do mercado internacional, que despencou na última semana.
A diferença caiu de 40% para 2%, no caso do óleo diesel, e de 30% para 6%, da gasolina, segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis.
Petróleo
Manchetes da Folha de S.Paulo e do Valor Econômico reportam que o temor de uma nova onda de Covid na China fez o preço do petróleo despencar a níveis registrados antes do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Negociado a cerca de US$ 140 na semana passada, agora é cotado a menos de cem dólares o barril. Com isso, o presidente Bolsonaro disse esperar que a Petrobras reduza os preços dos combustíveis.
Combustíveis 2
Folha de S.Paulo mostra que o recuo nas cotações internacionais do petróleo, cinco dias após os aumentos da Petrobras fez com que o preço do diesel no Brasil fechasse ontem mais caro do que a paridade de importação.
No entanto, importadores de combustíveis defendem que ainda não é momento de reduzir os preços, como pretende Jair Bolsonaro, já que o mercado tem apresentado grande volatilidade desde o início da guerra na Ucrânia.
Combustíveis 3
O Estado de S. Paulo registra que a Petrobras disse à Justiça que a suspensão do aumento poderá levar ao “desabastecimento” e ao “caos” no Brasil.
A estatal protocolou ontem resposta a ação movida por entidades de caminhoneiros. A petroleira reforçou que a política de preços dos combustíveis é feita em equilíbrio com os mercados globais. |