Rússia x Ucrânia
A decisão do presidente americano, Joe Biden, de vetar a importação de petróleo, gás e carvão da Rússia é destaque na cobertura da guerra na Ucrânia.
A medida adotada pelos EUA como sanção pela guerra foi seguida também pelo Reino Unido. A Comissão Europeia, por sua vez, anunciou planos a fim de reduzir a dependência energética da Rússia.
Em reação, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que vai proibir ou limitar o comércio de matérias-primas do país. Há, por exemplo, o risco de a Rússia cortar o fluxo de gás para a Europa.
Imprensa ressalta que, nesse cenário, a Petrobras deve aproveitar para elevar o volume de comércio com países europeus.
Frete
Folha de S.Paulo assinala que o governo planeja corte na tributação do frete marítimo para tentar reduzir custos de importação e enfrentar a escalada nos preços de petróleo e fertilizantes.
O Ministério da Economia pretende publicar decreto que prevê corte linear de cerca de um terço no Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).
A medida tem custo calculado em cerca de R$ 4 bilhões por ano, e não há necessidade de compensação orçamentária. O AFRMM foi criado nos anos 1980 para incentivar a indústria naval nacional.
Juros
Folha de S.Paulo traz que o aumento das tensões na Europa pode levar o Banco Central a estender o ciclo de alta da taxa básica de juros, além de elevar o pico da Selic, para conter as pressões sobre a inflação.
O Copom se reúne nos dias 15 e 16 de março para calibrar a taxa básica de juros para o controle da inflação. Atualmente, a Selic está em 10,75%.
Crédito
Folha de S.Paulo conta que grandes bancos brasileiros já preveem uma retração no crédito devido ao aumento da inflação e dos juros, cenário decorrente da guerra na Ucrânia que retardará ainda mais o crescimento da economia. Três banqueiros ouvidos foram unânimes ao afastar a contaminação do sistema financeiro nacional, mas afirmaram que haverá danos indiretos advindos da erosão de parâmetros da economia.
Segundo eles, as sanções impostas à Rússia farão aumentar o preço dos alimentos e dos combustíveis em até 15%, relevantes na cesta utilizada para o cálculo da inflação que deverá extrapolar o centro da meta, de 3,5% em 2022.
Combustíveis 1
Valor Econômico noticia que o Senado deve tentar votar hoje dois projetos que buscam solucionar a alta dos preços dos combustíveis.
A apreciação do “pacote” ainda depende de negociações finais entre a Casa e o ministro da Economia, Paulo Guedes – o que deve acontecer ainda hoje.
Há resistências ao projeto de lei 1472/2021, que estabelece um sistema de equalização de tarifas. O “pacote dos combustíveis” ainda é composto pelo projeto de lei complementar 11/2020, que altera a cobrança monofásica do ICMS sobre os combustíveis.
Combustíveis 2
O Estado de S. Paulo e O Globo informam que a concessão de um subsídio temporário, de três a seis meses, para tentar conter a alta dos combustíveis no Brasil ganhou força como solução a ser adotada pelo governo.
Ontem, reunião para discutir o tema teve a presença dos ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e da Economia, Paulo Guedes, além do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
A proposta de congelamento de preços gerou uma insegurança generalizada de investidores, tornando a adoção de um subsídio mais “palatável”. O veículo cita que, segundo fontes do governo, as duas propostas são ruins.
Combustíveis 3
O Globo e Valor Econômico afirmam que a possibilidade de congelamento dos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras, em discussão no governo, levantou temor entre executivos do setor e técnicos do Ministério de Minas e Energia de desabastecimento de gasolina, diesel e gás de cozinha. |