Destaques da edição:
Os exageros do mercado – Os últimos dados divulgados pelo Bacen mostraram que a dívida bruta do Governo Geral, que abrange o governo Federal, os governos estaduais e municipais, fechou o ano passado em R$ 7,0 trilhões, o que representou 80,3% do PIB, o menor percentual desde abril de 2020. Esse resultado contraria a expectativa que o mercado tinha da dívida pública alcançar nível acima de 100% do PIB, e reforça o controle da dívida no curto prazo.
O ambiente econômico par a este ano já aponta a inflação em desaceleração, e , com isso, maior estabilidade para a economia doméstica. Com o Banco Central não exagerando na fixação da Selic, conjuntamente ao maior ingresso de capital externo, a dívida pública tem tudo para encerrar o ano em uma dinâmica ainda mais positiva.
Intenção de consumo continua com tendência positiva – O indicador de Intenção de Consumo das Famí lias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 77,6 pontos em fevereiro deste ano, o maior nível desde maio de 2020 (81,7 pontos).
Com o ajuste sazonal, a série apresentou o segundo crescimento consecutivo, de +0,4%. Além disso, este mês de fevereiro foi melhor do que o de 2021, quando apresentou 74,2 pontos, apesar de o índice ter permanecido abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o que acontece desde abril de 2015 (102,9 pontos). Em relação a fevereiro de 2021, houve elevação de +4,6%, mantendo a tendência positiva dos meses anteriores.
Indicador da confiança do comércio em fevereiro quase anulou o otimismo de janeiro – Após duas altas consecutivas mensais, o Índice de Confiança do Empresária do Comércio (Icec) de fevereiro declinou 1,2%, interrompendo tendência observada a partir de dezembro. O dado correspondeu a uma inflexão sobre o comportamento dos últimos dois meses na medida em que todos os três componentes e os nove subfatores do indicador acusaram sinal negativo.
Ainda assim, a confiança do empresário do comércio permaneceu na zona de satisfação com 119,3 pontos, muito em função da recuperação havida ano passado. As condições atuais continuam pesando e sendo determinantes para o nível de confiança. Outro aspecto a considerar são os juros, cada vez maiores, que impactaram as expectativas.
Serviços revertem as perdas causadas pela pandemia – O volume de receitas do setor de serviços cresceu 10,9% em 2021, na comparação com o ano anterior, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada em 10 de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após o tombo de 7,8% ocorrido em 2020, a baixa base comparativa permitiu que essas atividades registrassem a maior taxa da série histórica da pesquisa iniciada em 2021.
IGP-10 acelera 1,98% em fevereiro e acumula 16,69% em 12 meses – O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,98% em fevereiro. No mês anterior, o índice havia registrado alta de 1,79%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 3,80% no ano e de 16,69% em 12 meses. Em fevereiro de 2021, o índice subia 2,97% no mês e acumulava elevação de 28,17% em 12 meses.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,51% em fevereiro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 2,27%. Analisando o índice por estágios de processamento, os preços dos bens finais variaram de 0,75% em janeiro para 0,89% em fevereiro. A principal contribuição para este resultado foi do subgrupo combustíveis para o consumo, a taxa passou de -2,14% para 2,49%. O índice relativo a Bens Finais, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,69% em fevereiro. No mês anterior, a taxa foi de 0,87%.