Auxílio Brasil
Valor Econômico informa que o Ministério da Cidadania sondou os bancos sobre o interesse deles em adquirir o direito de distribuir o Auxílio Brasil, atualmente pago pela Caixa, e, como atrativo extra, oferecer crédito consignado aos beneficiários do programa. A conversa foi informal e não teria despertado o interesse das instituições financeiras.
A ideia do governo seria leiloar para os bancos o direito de participar do pagamento do auxílio, assim como ocorre com a folha de pagamento do INSS – cujo direito de exploração é oferecido em lotes ao mercado. Sob essa lógica, as instituições financeiras pagariam para ter acesso a essa clientela.
Rússia x Ucrânia
As manchetes de O Estado de S. Paulo e O Globo destacam que Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia agiram em conjunto e aplicaram sanções contra bancos russos, oligarcas e aliados de Vladimir Putin.
A ação foi uma resposta à decisão da Rússia de enviar tropas ao leste da Ucrânia. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que as sanções serão ampliadas caso Putin avance sobre o território ucraniano.
Câmbio
Principais jornais afirmam que, apesar da crise geopolítica, o dólar se afasta do pico de R$ 5,71 visto no início de janeiro, para encerrar ontem negociado a R$ 5,0511, menor patamar desde 1º de julho de 2021. O movimento tem surpreendido profissionais do mercado e, mesmo com a forte valorização recente do real, gestoras mantêm visão relativamente otimista, com um potencial para apreciação adicional da moeda brasileira.
Combustíveis
Valor Econômico situa que a ideia de editar uma PEC dos Combustíveis para cortar impostos sobre os insumos e reduzir os preços perdeu força no Palácio do Planalto. O veículo cita chances pequenas de avanço devido a propostas na Câmara e no Senado.
A reportagem acrescenta que aumentam, assim, as chances de prevalecer a posição da equipe econômica, de desonerar apenas o diesel e o gás de cozinha. Com isso, haveria uma perda de arrecadação de R$ 19,5 bilhões.
ICMS
O Globo avança sobre a nova alteração no projeto em tramitação no Senado que muda a cobrança do ICMS sobre os combustíveis. O texto pode ser votado hoje.
Conforme a reportagem, a nova versão do relator Jean Paul Prates (PT-RN) é mais dura para mudar o modelo de cobrança do imposto, no entanto, mantém a autonomia para cada governador definir a alíquota.
O diário carioca detalha que governos estaduais “deverão” – e não mais “poderão” – usar a câmara de compensação do Conselho Nacional de Política Fazendária para cobrir eventuais perdas com a medida.
Desoneração
Valor Econômico revela que o relator do “pacote dos combustíveis” no Senado, Jean Paul Prates (PT-RN), anunciou ontem que vai incluir no texto a desoneração do diesel e do gás de cozinha.
O veículo lembra que a inclusão era um pedido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e da equipe econômica do governo. Prates também cedeu a apelos e retirou a possibilidade de criação de um imposto sobre a exportação de petróleo bruto.
Com as alterações, o Senado pode votar hoje os dois projetos: PL 1472/2021, que altera a política de preços de combustíveis da Petrobras, e PLP 11/2020, que trata da cobrança monofásica do ICMS sobre os combustíveis. |