Rússia x Ucrânia
As manchetes dos principais jornais destacam a crise entre Rússia e Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, deu um passo em direção ao conflito ao reconhecer como legítimas tropas rebeldes separatistas em Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano.
Em pronunciamento de cerca de uma hora, Putin anunciou um decreto que autoriza o envio de tropas à região. Ele disse que a adesão da Ucrânia à Otan causa uma ameaça direta à Rússia.
O mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a autoridade russa de abandono às tratativas de paz e disse que não haverá concessões de território. O norte-americano Joe Biden anunciou sanções à zona rebelde.
Mercado financeiro
Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico afirmam que, em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e os impactos que isso tem gerado nos mercados dos EUA e Europa, investidores estrangeiros mantiveram ontem uma corrida por ganhos em países emergentes, permitindo uma expressiva queda do dólar, que fechou em -0,70%, a R$ 5,1050. Em 2022, a desvalorização acumulada é de 8,4%.
A Bolsa, porém, perdeu sustentação após passar a maior parte do dia em alta. Além do efeito da crise geopolítica, o baixo volume global de negociações devido a um feriado nos Estados Unidos deixou o mercado brasileiro mais vulnerável a oscilações. O Ibovespa caiu 1,02%, a 111.725.
Combustíveis 1
Valor Econômico expõe sinais de maior concentração no setor de distribuição de combustíveis. De acordo com a ANP, as três líderes do setor, Vibra, Raízen e Ipiranga, ampliaram fatia no mercado para 69,81% nas vendas de diesel, o que representa alta de 1,4 ponto percentual em relação a 2020. No caso da gasolina, o crescimento foi de 2,2 pontos percentuais, para uma fatia de 62,13%.
A expansão reverte uma trajetória de desconcentração registrada nos últimos anos nas vendas de diesel e gasolina, os dois principais produtos consumidos no país. As distribuidoras regionais, por sua vez, temem que a concentração se acentue para além de um caso pontual, diante de fatores que têm contribuído para reduzir a competitividade das companhias de menor porte frente às líderes do setor.
As distribuidoras regionais reclamam que a Petrobras tem mantido os preços abaixo da paridade de importação, o que prejudica a importação das tradings privadas. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirma que esse cenário guarda uma correlação com a expansão do “market share” das líderes de mercado.
Combustíveis 2
Valor Econômico relata que o chamado “pacote dos combustíveis”, previsto na pauta do Senado para esta semana, pode ter votação adiada para depois do Carnaval, devido à falta de consenso. Alguns líderes ainda tentam convencer o relator dos projetos, senador Jean Paul Prates (PT-RN), a fazer novos ajustes no texto.
O governo discute se irá propor oficialmente a desoneração do diesel e do gás de cozinha por meio de uma nova emenda. A medida pode provocar impacto fiscal nas contas públicas de R$ 19,5 bilhões. |