Destaques da edição:
O comerciante entrou 2022 mais otimista e motivado a contratar – O ano de 2022 começou com notícias favoráveis dos varejistas: estão mais otimistas e interessados em ampliar a contratação de funcionários. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu em janeiro o maior patamar desde março de 2020 (121,1 pontos), com a segunda alta mensal (1,4%), maior do que a apurada em dezembro, e o incremento mais elevado desde agosto do ano passado.
Vale destacar que o Icec é apurado em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal , com cerca de 6.000 tomadores de decisão no varejo, em estabelecimentos tanto de grande quanto de pequeno por te. Por tanto, possui ampla cobertura no território e na segmentação das empresas por por te, cada região e grupo com seus devidos pesos.
Mesmo com a incerteza quanto à evolução da pandemia no Brasil e no mundo, o comerciante aposta em um cenário mais positivo para o varejo este ano. Havendo novas cepas e necessidade de restrições à circulação de pessoas (o que pode afetar a confiança no futuro) , a vacinação reduz expressivamente a letal idade do vírus, e não deve impor que os estabelecimentos fechem as portas novamente, como em 2020.
Índice de Confiança Empresarial cai 2,5 pontos e atinge menor nível desde abril do ano passado – O Índice de Confiança Empresarial ( ICE), apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 2,5 pontos em janeiro, o menor nível registrado desde abri l de 2021, quando o índice era de 89,6 pontos.
De acordo com Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas do FGV Ibre, o índice acumula perdas de 10,9 pontos desde setembro de 2021. A confiança dos serviços foi a que mais caiu em janeiro, sendo influenciada, totalmente, pela piora do quadro de pandemia, advinda da chegada da variante Ômicron no Brasil. Para ele, esse quadro é preocupante, já que os segmentos mais dependentes do consumo presencial estavam começando a retornar aos níveis de confiança do período pré-pandemia e se veem abalados pela nova variante.
Início de ano favorável para o comércio – O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 76,2 pontos em janeiro deste ano, o maior nível desde maio de 2020 (81,7 pontos). Com o ajuste sazonal, a série apresentou crescimento de +1,1%, após dois meses de retração.
Além disso, este mês de janeiro foi melhor do que o de 2021, quando apresentou 73,6 pontos, apesar de o índice ter permanecido abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o que acontece desde abril de 2015 (102,9 pontos). Em relação a janeiro de 2021, houve elevação de +3,6%, mantendo a tendência positiva dos meses anteriores.
Prejuízos do comércio com feriados nacionais em 2022 devem totalizar R$ 17,25 bilhões – Embora tenda a favorecer atividades
econômicas específicas, como, por exemplo, aquelas típicas do turismo, para a maioria dos demais setores da economia, a maior incidência de feriados em dias normalmente úteis tende a gerar prejuízos por conta da queda no nível de atividade ou pela elevação dos custos de operação.
Com menos feriados nacionais caindo em dias úteis do que o ano passado, as perdas do comércio tendem a ser menores este ano. Em 2021, o comércio varejista sofreu um prejuízo de R$ 22,11 bilhões, enquanto, em 2022, o prejuízo do setor por conta de feriados nacionais deverá ser 22% menor (R$ 17,25 bilhões), segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Cada feriado em dias comerciais gera um prejuízo de R$ 2,46 bilhões ao varejo.