Monitor – 03 de fevereiro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
03/03/22 | nº 604 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) informa que o Brasil registrou em fevereiro o maior número de consumidores inadimplentes em 12 anos, segundo a CNC. A proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso subiu a 27%, maior nível desde março de 2010. O resultado é 0,6 ponto porcentual maior que o de janeiro. Ante fevereiro de 2021, houve aumento de 2,5 pp.

Correio Braziliense afirma que a guerra na Ucrânia vem afetando os preços das commodities negociadas no mercado global e acendeu o alerta para a volta das pressões inflacionárias, tanto dos alimentos quanto dos combustíveis — que têm pesos importantes nos indicadores que medem a carestia. Analistas salientam que, antes, previam um recuo maior no IPCA neste ano por conta da recente queda do dólar, que vem ocorrendo devido à forte entrada de capital estrangeiro em busca de ações baratas e dos juros de dois dígitos pagos pelos títulos públicos. Depois da eclosão do conflito entre russos e ucranianos, esses mesmos analistas refazem os cálculos do IPCA para incluir a recente disparada dos preços.

Carlos Thadeu de Freitas Gomes, economista-chefe da CNC, disse que, recentemente, por conta da valorização do dólar — que chegou a ficar abaixo de R$ 5 —, tinha reduzido as projeções do IPCA no fim deste ano para algo entre 5% e 5,5%. “Fizemos um cálculo preliminar do impacto da guerra sobre os preços das commodities. Deve dar um impulso no IPCA de, pelo menos, 0,50 ponto percentual e voltamos a prever 6% de alta no indicador no fim do ano”, disse. Para ele, “a guerra deve acabar logo”, mas admitiu que se o conflito se estender, o impacto inflacionário poderá ser bem maior.

Rússia x Ucrânia
O avanço do conflito entre Rússia e Ucrânia segue ocupando as manchetes dos principais jornais. Folha de S.Paulo noticia a tomada de Kherson, cidade-chave por seu acesso direto à Crimeia, no sul ucraniano. Com isso, fica facilitado o corredor entre a região separatista do Donbass e a península anexada pela Rússia.

O Estado de S. Paulo e Valor Econômico focam nas consequências econômicas da guerra. O petróleo já ultrapassou a faixa de US$ 110 o barril, e analistas preveem piora no cenário da inflação.

Já O Globo relata que na Assembleia Geral da ONU, 141 dos 193 países – incluindo o Brasil – votaram a favor da resolução que condena a Rússia pela invasão da Ucrânia. O documento exige a retirada imediata das tropas russas.

Pacote do governo
O Globo e O Estado de S. Paulo 
relatam que o governo lançará, a partir da próxima semana, uma série de medidas como objetivo de impulsionar a economia. O pacote vai liberar mais de R$ 150 bilhões no ano eleitoral, sendo que a maior parte desse dinheiro estará fora do Orçamento e sem impacto sobre as contas públicas. A intenção do governo é lançar pelo menos uma medida por dia, em eventos no Palácio do Planalto.

Para a população, a ação de maior impacto virá da liberação de recursos do FGTS. A medida deve beneficiar 30 milhões de pessoas e injetar R$ 30 bilhões na economia.

Inflação
Valor 
reporta que as expectativas de inflação de 2023, principal alvo da política monetária, dão sinais de deterioração, mostra um conjunto de dados divulgados pelo Banco Central (BC). Caso essa tendência se firme nas próximas semanas, poderá ser necessária uma dose mais forte de juros para cumprir a meta de inflação. A mediana das expectativas de inflação subiu milimetricamente na última semana, de 3,5% para 3,51%.

Combustíveis 1
Principais jornais afirmam que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu ontem que “mais do que nunca” é necessário “impedir” a elevação das tarifas nos postos de gasolina diante do novo aumento no valor do barril de petróleo. Para isso, disse, o Senado vai retomar, na semana que vem, os debates sobre os projetos que tratam de frear os preços dos combustíveis no país.

Combustíveis 2
Valor Econômico 
observa que, com o pico dos preços do petróleo nos últimos dias, a defasagem da Petrobras para a paridade internacional se acentuou e, segundo estimativas de mercado, já atinge o R$ 1 no diesel – o maior patamar desde que a empresa começou, em 2016, a vender combustíveis com preços alinhados à paridade de importação.

A estatal está há 49 dias sem mexer nos preços nas refinarias e um novo reajuste é questão de tempo, à medida que o agravamento da guerra na Ucrânia pressiona a cotação da commodity, de acordo com analistas.

Petróleo
O Estado de S. Paulo 
relata que o avanço dos preços de matérias-primas básicas indica que o impacto da guerra russa na inflação e no bolso do consumidor brasileiro deve ser forte. O preço do petróleo subiu 16,6% e fechou ontem em US$ 112,93 o barril. Se essa alta for repassada pela Petrobras aos preços da gasolina, o litro do combustível poderá subir de R$ 6,56 para R$ 7,15. Na Bolsa de Chicago, a cotação do trigo aumentou 19,7% e a do milho, 6,5%.

Ataques hacker 
Reportagem de O Estado de S. Paulo traz estudo da Roland Berger que mostra que a cada um segundo uma empresa brasileira recebe uma tentativa de ataque hacker. Com milhares de tentativas, o Brasil já está no 4º lugar entre os países com maior volume de tentativa de ataques de ransomwares, sendo que ocupava a 9ª posição em 2020.

Se globalmente esses números de ataques dobraram, no Brasil o aumento foi de nove vezes. A estimativa é de que existam ao menos 17 grupos hackers atuando em ciberataques no Brasil, o que coloca o País na liderança desse tipo de criminalidade na América Latina.

Bares e restaurantes
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
relata que, mesmo com a restrição das festas de rua no Carnaval deste ano, o setor de bares e restaurantes comemorou o resultado das vendas no feriado, segundo a Abrasel, associação que representa os donos dos estabelecimentos.

Nos estados do Nordeste e no Rio de Janeiro o desempenho foi ainda melhor, com alta de 20% a 40% no faturamento em relação ao evento do ano passado, que ficou prejudicado pelas restrições de funcionamento por causa do coronavírus.

No Rio, foi até possível superar em 10% o desempenho do Carnaval de 2020, quando a quarentena ainda não havia sido estabelecida. A presença de turistas estrangeiros acima do esperado também surpreendeu, segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Cidades como Belém (PA), Macapá (AP) e Tiradentes, em Minas Gerais, tiveram destaque nos relatos dos donos de estabelecimentos, enquanto em São Paulo e no Distrito Federal, o resultado ficou mais estável. No geral, segundo Solmucci, nenhuma região reclama de queda no faturamento.

União Brasil
No Valor Econômico, abordagem avalia que a fusão entre DEM e PSL ampliou o poder do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e acabou por levar à demissão de aliados dos parlamentares. O União Brasil perdeu metade de seus assessores porque atingiu o teto estabelecido no regimento. Com isso, 88 funcionários que eram do DEM foram demitidos e os cargos transferidos para uma estrutura sob controle do presidente da Casa.
O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,94%, cotado a R$ 5,10. Euro caiu 2,15%, chegando a R$ 5,68. A Bovespa operou com 115.173 pontos, alta de 1,8%. Risco Brasil em 327 pontos. Dow Jones subiu 1,79% e Nasdaq teve alta de 1,62%.
Valor Econômico
Preço do petróleo dispara com o avanço da guerra

O Estado de S. Paulo
Preço de matéria-prima dispara com guerra e pressiona inflação

Folha de S.Paulo
Rússia toma cidade estratégica; plenário da ONU condena invasão

O Globo
Condenação da invasão pela ONU mostra Rússia isolada

Correio Braziliense
Condenada pela ONU, Rússia negocia enquanto joga bombas

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