Emprego e renda
Principais jornais contam que o Brasil criou 2,7 milhões de vagas de emprego formal em 2021. O saldo decorre de 20,6 milhões de admissões e 17,9 milhões de desligamentos, de acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência. Analistas esperam uma desaceleração nos números em 2022. Apesar da criação de vagas, o salário médio real de admissão teve queda de 6% em relação a um ano antes —para R$ 1.793,34.
Contas públicas
Imprensa informa que as quedas nas despesas com Previdência, pessoal e auxílio emergencial, somadas ao aumento das receitas com a alta da inflação e os dividendos de estatais, levaram as contas públicas a registrar em 2021 o primeiro resultado positivo em oito anos. Essa conjunção de fatores, porém, não deve se repetir em 2022, quando os números devem voltar ao vermelho, como projeta o próprio governo federal.
No ano passado, as receitas de União, estados e municípios superaram as despesas em R$ 64,7 bilhões ou 0,75% do PIB, considerando o resultado primário —antes do pagamento dos juros da dívida. O resultado positivo foi obra de estados, municípios e empresas estatais em todos os níveis de governo. A União fechou o ano com déficit, embora tenha sido o menor desde 2014.
Mercado financeiro
Principais jornais relatam que o mercado de ações brasileiro fechou janeiro com o melhor desempenho em mais de um ano. No acumulado do mês, o Ibovespa teve alta de 6,98%. É o maior crescimento mensal desde o fechamento de dezembro de 2020. Ontem, o dólar recuou 1,53%, a R$ 5,3070, caindo à menor cotação desde 22 de setembro de 2021. O resultado mensal é de queda de 4,82%.
Mas o cenário não deve se prolongar, alertam gestores. De fora vêm os ventos contrários do Fed e sua brusca mudança no script monetário. No Brasil, a campanha eleitoral não deve dar trégua. O vaivém das pesquisas e as sinalizações de quem potencialmente conduzirá a economia a partir de 2023 são elementos que podem agitar os mercados.
Combustíveis
Folha de S.Paulo expõe que Jair Bolsonaro disse ontem que o governo desistiu de enviar ao Congresso a PEC para reduzir os impostos sobre os combustíveis.
De acordo com o presidente, a solução deve vir do próprio Legislativo. A abordagem pontua que o governo já vinha “desidratando” a proposta, devido a resistências internas.
Bolsonaro afirmou que “o Parlamento deve apresentar uma proposta permitindo os governos federal e estaduais a diminuir ou até zerar impostos sobre o diesel e o gás de cozinha”. |