Reformas
Folha de S.Paulo (30/01) relatou que o Congresso retorna os trabalho na próxima quarta-feira (02) com pautas de costumes e foco na eleição. O jornal anota que, apesar do abandono das reformas, os presidentes da Câmara e do Senado pretendem destravar projetos na área tributária.
Em entrevista ao Valor Econômico, o líder do governo de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) avalia que o Legislativo deve ter não mais que 90 dias de serviço efetivamente útil este ano até a eleição. Por isso, nada de grandes reformas no horizonte: Gomes prevê um esforço em torno de uma “pequena reforma tributária” focada nos impostos que incidem sobre combustíveis e diz que reforma administrativa, votada e aprovada, só para 2023.
Impostos
O Globo (30/01) afirmou ter ouvido as equipes econômicas dos principais pré-candidatos à Presidência sobre um tributo sobre grandes fortunas e da taxação sobre lucros e dividendos no Brasil.
Economistas ligados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), João Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) defendem a criação de um tributo sobre lucros, mas divergem sobre taxar estoque de patrimônio.
Jair Bolsonaro (PL) ainda não indicou uma equipe econômica para sua tentativa de reeleição. O Ministério da Economia disse que não se pronuncia sobre a campanha eleitoral.
Trabalhista
Folha de S.Paulo relata que a nova onda de contaminações por Covid-19 impulsionada pela variante ômicron vêm deixando desfalcadas empresas em diversos setores. Com a gravidade menor das infecções, o tempo de isolamento caiu de 14 dias para 10 dias, mas a obrigação de afastar todos aqueles que estejam contaminados ou com suspeita de contaminação continua valendo.
Segundo a reportagem, a regra é essa, mas o que trabalhadores de diversos setores relatam são pressões para evitar atestados, para antecipar retornos e até para continuar trabalhando, mesmo contaminados, uma vez que os quadros são mais leves. Além disso, patrões se recusam a pagar pelos testes, segundo os empregados.
Selic
Segundo o Valor Econômico, 112 instituições financeiras e consultorias foram unânimes na expectativa de que a Selic será elevada, nesta semana, em 1,5 ponto percentual, para 10,75% ano, em linha com a sinalização do Copom do Banco Central. Com isso, a taxa de juros básica voltará aos dois dígitos depois de quatro anos e meio. A principal mudança detectada pelo levantamento foi o aumento da taxa esperada ao fim do ciclo de aperto monetário. A mediana das projeções passou de 11,75% para 12%.
O jornal também indica que a indústria brasileira está seriamente ameaçada de ter mais um ano perdido em 2022. Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre trajetória do Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) mostra que os sinais de reação do setor não foram suficientes para que o uso de capacidade da indústria, nos últimos dois anos, voltasse à média histórica até 2019.
Desemprego e renda
Principais jornais informaram, no sábado, que a taxa de desemprego teve novo recuo no Brasil. No trimestre até novembro de 2021, o indicador atingiu 11,6%. A renda real recebida pelos trabalhadores, contudo, voltou a cair na média, para R$ 2.444. Assim, renovou o menor nível da série histórica, iniciada em 2012. O patamar mais baixo em quase 10 anos reflete o impacto da inflação e da abertura de vagas com salários inferiores.
Combustíveis
Em O Globo (30/01), Panorama Econômico relata que PEC dos Combustíveis deve ser item prioritário na volta dos trabalhos do Congresso. “O presidente da Câmara, Arthur Lira, tem dito a aliados que a ideia do fundo de estabilização está descartada, mas que haverá uma reunião de líderes esta semana para debater o assunto”.
No Senado, Rodrigo Pacheco também sinalizou que a discussão do projeto será inevitável. Lira ainda pretende conversar com Pacheco sobre dar andamento à reforma tributária.
Open insurance
Suplemento no Valor Econômico aborda o open insurance, que traz a premissa de que os consumidores são detentores de seus dados e, a partir de seu consentimento, poderão compartilhá-los com outras empresas em busca de apólices e coberturas customizadas e preços mais atrativos. A fase 1 do sistema aberto de seguros, iniciada há pouco mais de um mês e que dura até junho, prevê o compartilhamento de dados públicos de canais de atendimento e alguns produtos.
Ao lado do open banking, que prevê o compartilhamento de informações bancárias e de investimento, o open insurance forma o arcabouço do open finance. Hoje, participam do sistema aberto de seguros 66 empresas de forma obrigatória e duas de maneira facultativa. |