Destaques da edição:
Além do pessimismo – Os cenários para inflação e atividade econômica estão mudando muito rápido, com toda a incerteza que a pandemia segue provocando na economia mundial, mesmo com vacina e estatísticas mais favoráveis quanto à letal idade da Covid-19. O mundo começou 2022 em um cenário ainda mais complexo, com a cepa Ômicron dificultando a normalização das cadeias de suprimentos globais e a retomada plena dos serviços presenciais. A alta frequência de transmissão também pode afetar o mercado de trabalho, tanto na oferta quanto na demanda, dependendo do tamanho do impacto na atividade, especialmente nos serviços.
Apesar do avanço em novembro, Ômicron tende a frear retomada dos serviços – Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada em 13/01 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de receitas do setor de serviços avançou 1,2% em outubro de 2021 ante o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. O resultado mensal veio acima da expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cuja projeção apontava alta de 0,6%. O avanço mensal foi o maior para meses de novembro da série histórica da pesquisa. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o setor registrou expansão pela nona vez seguida (+10,0% sobre novembro de 2020).
Moeda cada vez mais digital – O isolamento devido à Covid-19 provocou várias mudanças na vida da sociedade, dentre elas, no sistema financeiro. Neste caso, houve dois movimentos contrários. Por um lado, muitas pessoas passaram a fazer estoques de moeda em espécie para emergência, no entanto também passou a utilizar cada vez mais os meios de pagamento digitais. O Banco Central também está estudando a criação do real digital, a futura moeda digital do País. Esse será mais um incentivo para reduzir a utilização das cédulas e moedas, que possuem custos altos para impressão e distribuição. O dinheiro em caixa também é prejudicial para o comércio, pois é uma parcela do faturamento que não está gerando rendimento. Portanto, esse movimento iniciado no ano passado pode ser considerado positivo para a economia, e o estímulo do Banco Central é para que essa tendência permaneça.
IPCA encerra 2021 com a maior taxa acumulada desde 2015 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acelerou +0,73% e atingiu um acumulado de 10,06%, mesmo tendo encerrado 2020 com um percentual baixo de 4,52%. O índice de 2021 é o maior acumulado desde 2015, quando a inflação atingiu 10,67%.