Monitor – 25 de janeiro de 2021

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
25/01/22 | nº 579 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) destaca que o comércio digital em 2021 representou 11,3% das vendas do comércio varejista restrito, que exclui veículos, peças e material de construção. No ano passado, o crescimento do e-commerce atingiu 18%, de acordo com o acompanhamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), que agrega 9,5 mil empresas do setor. Os dados serão divulgados este mês.

O economista Fábio Bentes, da CNC, destaca que o ano passado marcou, sim, o novo patamar de participação do comércio eletrônico no varejo restrito. Bentes, que faz um monitoramento reunindo dados do IBGE e da Receita Federal, afirma que já havia constatado a participação de 10,8%, mas ainda não com o ano fechado.

Conteúdo acrescenta que foram saltos consideráveis em pouco tempo, seguindo a tendência da digitalização, acelerada pela pandemia. Há menos de quatro anos, essa fatia ficava em torno de 5%. Em 2019, subiu para 7,5%; em 2020, encostou nos 10%. O crescimento vertiginoso é o pano de fundo de muitos negócios recentes no varejo.

Reportagem do jornal, com base em estudo da Canuma Capital, mostrou que, com R$ 260 bilhões, as vendas digitais em 2021 pela primeira vez superaram as dos shoppings. Para Bentes, a tendência é que em três anos, o e-commerce se consolide como o segundo principal canal, atrás do comércio de rua.

Mídia online (BroadcastR7) relata que, depois de um longo tempo de demanda condita, a retomada do turismo já apresentou sinais promissores, inclusive com ocupação de novos postos de trabalho. A projeção no aumento de vagas de emprego e contratação de mais de 478 mil trabalhadores entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, segundo dados publicados pela CNC, é um outro sinal importante.

O site Poder 360 publica artigo do economista-chefe da CNC, Carlos Thadeu de Freitas. Ele comenta os dados da Peic.

Orçamento
Manchetes de Folha de S.Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam os vetos do presidente Bolsonaro ao Orçamento de 2022.  Jornais reportam que os cortes somaram R$ 3,184 bilhões, com 54,8% da redução concentrada nos ministérios do Trabalho e Previdência e da Educação.

O corte de R$ 988 milhões nas despesas do INSS coloca em risco o atendimento a segurados, segundo funcionários do governo.

Apesar dos vetos, o presidente manteve a autorização de R$ 1,7 bilhão para conceder reajustes a servidores federais em 2022, para agradar corporações policiais em ano eleitoral.

Inflação
O Estado de S. Paulo 
expõe a previsão de economistas do mercado financeiro de inflação ainda maior neste ano, cada vez mais distante da meta a ser cumprida pelo Banco Central (BC). Pelo segundo ano consecutivo, essa deve ser ultrapassada.

De acordo com o Relatório Focus, divulgado ontem pela autoridade monetária, a projeção do IPCA de 2022 avançou de 5,09% para 5,15%, enquanto a meta do BC é de 3,50%, com tolerância de 2,0% a 5,0%.

Reforma tributária
Coluna do Estadão (O Estado de S. Paulo) situa que o relator da PEC 110, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), renovou, nos últimos dias, mobilização com secretários de Fazenda dos estados e está otimista com o avanço do texto.

Segundo a coluna, na volta do recesso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve se empenhar para garantir a aprovação dessa reforma tributária.

Combustíveis 1
Valor Econômico 
assinala que o governo ainda discute internamente a inclusão do ICMS na PEC dos combustíveis que Jair Bolsonaro pretende enviar ao Congresso na volta do recesso, em fevereiro.

Segundo fonte do alto escalão, a tendência até a noite de ontem era incluir o imposto estadual no texto, embora uma decisão ainda não tenha sido tomada.

Painel (Folha de S.Paulo) conta, ainda, que o governador Wellington Dias (PT-PI), coordenador no Fórum dos Governadores, afirma que a proposta do governo de incluir o ICMS, estadual, na PEC para reduzir preços dos combustíveis, é mais uma tentativa de transferência de responsabilidade.

A coluna afirma que Dias defende a criação o Fundo de Equalização dos Combustíveis, que tramita no Senado, composto por royalties, participação especial, taxação sobre exportação de petróleo e distribuição de lucros e dividendos da Petrobras.

O Estado de S. Paulo acrescenta que, apesar de críticas por “contornar” a Lei de Responsabilidade Fiscal, a PEC lançada pelo presidente Jair Bolsonaro para zerar impostos dos combustíveis sem contrapartida de receita não deve esbarrar em restrições legais.

Segundo advogados tributaristas, como o governo não pretende aumentar tributos para financiar a desoneração, exigência da lei, a opção por emenda não é inconstitucional.

Combustíveis 2
Folha de S.Paulo
 repercute o aumento de 0,8% no preço médio da gasolina na semana passada, após repasse às bombas dos reajustes anunciados pela Petrobras no dia 11.

Além disso, conforme dados da ANP, o litro do diesel teve alta de 2,9%. Essa é a segunda alta seguida da gasolina após oito semanas consecutivas de queda, o que gera preocupação para o governo em relação ao debate ao eleitoral.

Metacommerce
Com chamada de capa, Valor Econômico relata que grandes grupos estão investindo na construção de uma plataforma que pretende revolucionar o comércio eletrônico: o “metacommerce”, proveniente do metaverso, o espaço virtual e hiperrealista oriundo dos games. A Epic Games, com seu Fornite, a Microsoft, dona da Minecraft, o Roblox e a rede social IMVU lideram alguns projetos de olho nos 2,8 bilhões de “gamers” que gastaram US$ 200 bilhões em jogos em 2021.

A ideia é apostar nos ambientes virtuais em que as pessoas (seus avatares) conversam, jogam, assistem a shows e fazem compras – com moeda digital e real, em alguns casos. O Carrefour já testa sua loja de produtos saudáveis no jogo Fortnite. O Alibaba criou ações em seu site de compras chinês, o Taobao, onde consumidores testaram roupas 3D em seus avatares. Para analistas, o declínio do formato atual favorece o “metacommerce”. Relatório do Morgan Stanley diz que a venda em plataformas 3D pode, por exemplo, adicionar 10% às receitas de marcas de luxo até 2030.

Delivery
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) 
afirma que, com a saída do delivery de comida da Uber no Brasil, a Cornershop assume papel mais estratégico no grupo. Para aproveitar a base de clientes, o aplicativo de entregas de supermercados passou a adicionar opções complementares ao seu portfólio, como as categorias casa, decoração e construção, que alcançaram mais de 30 mil itens por meio de parcerias com nomes como C&C, Le biscuit, Multicoisas, Telhanorte e Zelo.

Vacinação
O Estado de S. Paulo
 noticia que a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) notícia-crime para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sejam investigados por suposta prevaricação na demora para incluir crianças de cinco a onze anos no programa de imunização contra a covid-19. O Globo e Correio Braziliense também registram.

Rachadinha
Folha de S.Paulo 
expõe que a corregedoria da Receita, acionada pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não viu indícios de ato ilegal de auditores fiscais do Rio no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras que trouxe à tona o escândalo das “rachadinhas”. Procurados, Flávio e suas advogadas não responderam à reportagem.
O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,88%, cotado a R$ 5,50. Euro subiu 0,71%, chegando a R$ 6,23. A Bovespa operou com 107.937 pontos, queda de 0,92%. Risco Brasil em 335 pontos. Dow Jones subiu 0,29% e Nasdaq teve alta de 0,63%.
Valor Econômico
Bolsonaro mantém emendas e corta no social e educação

O Estado de S. Paulo
Otan desloca navios de guerra e caças; EUA podem enviar tropas

Folha de S.Paulo
Corte nos recursos para o INSS ameaça segurados

O Globo
Orçamento: Bolsonaro corta no social e livra a política

Correio Braziliense
Educação será a área com mais vagas em concursos

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