Sumário Econômico – 1696

Compartilhe:

Destaques da edição:

Outro ano favorável para o comércio – O ano de 2020 representou grandes dificuldades devido à pandemia da Covid-19, com o setor terciário sofrendo com o fechamento dos estabelecimentos não essenciais. O avanço científico permitiu a criação de vacinas que amenizam os efeitos desse vírus, o que garantiu maior flexibilização das medidas de isolamento em 2021, com uma recuperação econômica gradual e persistente durante o ano.

Ao decorrer de 2021, o mundo passou a sofrer com as consequências da demanda reprimida pela pandemia, com um processo inflacionário mais acentuado. Os preços dos serviços, setor fortemente afetado em 2020 e em recuperação em 2021, pressionaram bastante esse resultado. No entanto, é importante considerar que a inflação já começou a arrefecer nos seus últimos números, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) reduzindo de 1,17% em novembro para 0,78% em dezembro, com alguns grupos relevantes também desacelerando, como alimentos, habitação e transportes.

Os fatores de recuperação de 2021 devem permanecer em 2022, com a vacinação avançando, assim como a maior movimentação da população, o que deve apoiar a tendência positiva do comércio. As vendas do varejo devem crescer 3% em 2022 e 5% em 2021, mesmo com a desaceleração, esse crescimento é favorável, considerando os desafios que nos esperam em 2022.

O que esperar de 2022 – O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 será fundamental para sedimentar e criar (novos) fundamentos estatísticos para as previsões dos principais indicadores macroeconômicos para o término do presente exercício. Pelo menos, até 4 de março, quando será anunciado o desempenho da economia brasileira no ano passado, os dados mensais de inflação, emprego, vendas e produção comerciais e industriais, juros, entre outros indicadores responsáveis por permitir inferências estatísticas, estarão sendo conhecidos, emoldurando os termos da conjuntura.

Enquanto o valor adicionado da economia não sai, o mercado vai calibrando o desempenho esperado para os principais agregados segundo as influências das observações mensais. Assim, comportamento dos preços, do mercado de trabalho, produção, decisões do Banco Central e oferta e procura de moeda, entre outros indicadores, vão moldando as probabilidades de se ter consecução das estimativas.

Expectativa inflacionária começa a arrefecer – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (31/12), a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano passado reduziu para 10,01%, com queda nessa estimativa há quatro semanas, porém permanecendo em um patamar de dois dígitos. No  curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,68% para dezembro de 2021 e 0,47% para janeiro de 2022. Mantendo a tendência da semana anterior, a mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2022 manteve-se em 5,03%, enquanto, para 2023, a estimativa avançou para 3,41%.

A estimativa para a evolução do PIB de 2021 é de crescimento de 4,50%, inferior à mediana de 4,71% encontrada há quatro semanas. Caso essa última projeção se realize, compensará a queda de 3,9% realizada em 2020, a primeira retração após três anos de crescimento. Já para este ano, 2022, espera-se uma evolução positiva de 0,36% na economia, enquanto, para 2023, as estimativas são positivas em 1,80%.

Leia também

Rolar para cima