Monitor – 08 a 10 de janeiro de 2021

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
08 a 10/01/22 | nº 569 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Reportagem na GloboNews (09/01) relatou que, com desemprego e inflação em alta, intenção de consumo das famílias brasileiras caiu para o menor nível desde 2010, quando a CNC começou a fazer a pesquisa. A queda é de 10% em relação a 2020.

Para 40% das famílias, a renda caiu no ano passado, o acesso ao crédito também ficou mais difícil e mais de 75% acreditam que este não é o melhor momento para comprar produtos mais caros como eletrodomésticos, móveis e carros. A maioria ainda afirma que vai consumir menos nos próximos meses.

“Com o aumento da inflação, os produtos ficam mais caros e os consumidores percebem uma corrosão de seu salário. Ele não consegue comprar tanto quanto antes”, explicou a economista da CNC Catarina Carneiro da Silva.

Editorial econômico de O Estado de S.Paulo (09/01) trouxe que consumidores e empresários entram em 2022 com índices de confiança muito moderados, segundo pesquisas da CNC e da FGV.

Refis
Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo
 abordam o impasse no Refis para pequenos negócios, após Jair Bolsonaro vetar o projeto aprovado no Congresso e prometer para amanhã que a medida sairia por portaria ou medida provisória.

Segundo técnicos do governo, o instrumento de MP não pode ser usado para tratar de temas referentes ao Simples Nacional, exigindo aprovação de lei complementar.

A reportagem lembra que no sábado (8), Bolsonaro afirmou ter vetado o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no  mbito do Simples Nacional (Relp) devido a inconsistências jurídicas.

Painel (Folha de S.Paulo) anota que a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço começou a articular a derrubada de Jair Bolsonaro ao Refis para empresas do Simples Nacional e microempreendedores individuais.

“Se o governo não ceder e encontrar solução para o problema, o Legislativo deve derrubar o veto na primeira sessão do Congresso no retorno dos trabalhos”, afirma o presidente da Frente, deputado Efraim Filho (DEM-PB).

Reforma trabalhista
Em editorial, O Estado de S. Paulo (09/01) criticou ataques do PT à reforma trabalhista aprovada em 2017. O veículo classifica a mudança aprovada no governo de Michel Temer (MDB-SP) como “um marco jurídico sofisticado, de raro equilíbrio social e econômico”.

Para o jornal, a reforma não extinguiu direitos, deu mais liberdade e flexibilidade nas relações de trabalho, além de remover “algumas excrescências do sistema jurídico nacional”, destacando a contribuição sindical obrigatória.

Em artigo na Folha de S.Paulo, o ex-presidente Michel Temer avançou em frente semelhante.

Pandemia
Principais jornais informam que os indicadores que medem a evolução da epidemia de covid-19 continuaram a piorar, com avanço principalmente do número de infectados, que aumentou mais de 600%, devido à alta capacidade de contágio da variante ômicron, responsável por quase 60% dos casos da doença no país desde o fim do ano passado.

O avanço de casos de covid e influenza tem afetado o setor de serviços, que ainda se recupera de ondas anteriores da pandemia. Em bares e restaurantes, um em cada cinco funcionários foi afastado nos últimos 45 dias com suspeita de gripe ou covid, diz a associação do setor. Hospitais deslocam profissionais de outras áreas para atender aos novos infectados e companhias aéreas adiam alguns voos. Além disso, há falta de vários medicamentos de combate à gripe.

Petrobras
No sábado, manchete de O Estado de S. Paulo destacou entrevista com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna. Há nove meses no cargo, o general da reserva indicado por Bolsonaro afirmou que seu papel à frente da empresa é o de torná-la rentável aos acionistas, e não fazer política pública.

Ele também apontou problema com tese de que os preços dos combustíveis possam ser administrados pelo governo. De acordo com o jornal, Silva e Luna reclamou de desconhecimento geral em relação à estatal, frisando que a empresa “não pode fazer política pública”. Ele diz que “ainda há pessoas que pensam que taxar o preço dos combustíveis resolve”.

Shoppings
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 informa que a Ablos vai levar um pedido aos shoppings para que os horários de abertura sejam reduzido por algumas semanas, segundo Mauro Francis, presidente da entidade.

O tempo menor de funcionamento ajudaria os varejistas a lidar com o problema da falta de funcionários que receberam dispensa médica após contrair Covid ou gripe nos últimos dias. A proposta que tem sido discutida pelos lojistas seria a de encurtar o atendimento para apenas um turno neste momento de crise mais aguda do contágio.

Para Francis, a medida também seria oportuna porque permitiria redução nos custos neste momento em que o fluxo de clientes também está mais baixo. Ele afirma que não pretende pedir abatimento no aluguel.

Turismo
Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 09/01) 
afirmou que entidades do setor de turismo e lazer se reúnem para pedir uma campanha de testagem gratuita e em massa para a população identificar casos de Covid, segundo a Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas) e a CNTur (Confederação Nacional de Turismo).
As entidades defendem a testagem como forma de prevenção para evitar que a escalada recente de infecções provoque uma nova onda de medidas de restrição ao funcionamento de bares, restaurantes, casas noturnas e outras atividades turísticas.

Cruzeiros
Valor Econômico 
ressalta que o governo acompanha com preocupação a retomada rápida de cruzeiros marítimos. A depender da evolução dessa nova fase da pandemia, pode recomendar que a suspensão desse tipo de viagem vá além de 21 de janeiro.

Uma fonte graduada do governo, que participa diretamente das conversas sobre o assunto, disse ao Valor que um eventual quadro “crescente” de casos de ômicron pode levar a uma maior cautela em relação aos cruzeiros marítimos no país. E que é preciso garantir um retorno “seguro” das temporadas de viagens de cruzeiros no país, em meio à pandemia, que ainda não acabou.

Eleições
Folha de S.Paulo
 (09/01) destacou em manchete a regra aprovada pela Justiça Eleitoral, que obriga os partidos a repassarem, antecipadamente, a verba de campanha eleitoral relacionada às cotas racial e de gênero. A norma também vale para mulheres. A medida tem como objetivo impedir que ocorram atrasos na liberação de recursos para candidatos desses grupos.
Manchete de O Globo de hoje também relata que, com R$ 4,9 bilhões à disposição, os partidos agora se movimentam para distribuir as verbas do fundo eleitoral entre os parlamentares.

Ministérios
Folha de S.Paulo 
adianta que o presidente Jair Bolsonaro (PL) quer blindar Saúde, Infraestrutura e Desenvolvimento do avanço de políticos do centrão na reforma ministerial. Os titulares dessas pastas serão candidatos em outubro. A lei determina que autoridades devem deixar cargos públicos em abril para disputar as eleições. Segundo o jornal, o mandatário considera esses ministérios sensíveis pelo volume de orçamento e pela importância em ano eleitoral.

O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 0,85%, cotado a R$ 5,63. Euro caiu 0,19%, chegando a R$ 6,39. A Bovespa operou com 102.719 pontos, alta de 1,14%. Risco Brasil em 333 pontos. Dow Jones caiu 0,013% e Nasdaq teve queda de 0,96%.
Valor Econômico
Leilões e commodities vão sustentar o investimento

O Estado de S. Paulo
Reajuste prometido à PF por Bolsonaro pressiona Estados

Folha de S.Paulo
Maioria dos cursos tem apenas 30% de aprovados na OAB

O Globo
Rateio do fundão abre disputa nos partidos

Correio Braziliense
Dez mortos, cinco de uma família, no Mar de Minas

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