Desoneração
Principais jornais registraram em 31/12 que o presidente Jair Bolsonaro sancionou a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia até o fim de 2023, com renúncia fiscal de R$ 9 bilhões por ano.O governo afirma que ter seguido orientação do Tribunal de Contas da União para que a desoneração fosse estendida sem a necessidade de uma compensação.
Hoje, o Valor Econômico acrescenta que o benefício teria expirado no último dia de 2021, mas a extensão foi acertada entre Bolsonaro e representantes do setor produtivo depois de articulações com o Congresso Nacional.
Pandemia
Os rumos da vacinação e novos temores com a pandemia de Covid-19 ocuparam as capas dos principais jornais no último dia do ano.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Antonio Barra Torres fez um balanço de sua gestão à frente da Anvisa e comentou as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro após o apoio da agência à vacinação infantil. Para Barra Torres, as ameaças do presidente de expor nomes de diretores criaram “dificuldade desnecessária” e acabaram incentivando ameaças de grupos antivacinas.
O Globo analisa que mesmo que o Ministério da Saúde emita parecer endossando a vacinação infantil, dificilmente as crianças voltarão às aulas já imunizadas. Especialistas calculam que se a vacinação começasse já no dia 5 de janeiro, seriam necessárias mais de um milhão de doses diárias para contemplar o grupo de 20 milhões de brasileiros entre 5 e 11 anos.
Salário mínimo
O Globo, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo (31/12) reportaram que o presidente Jair Bolsonaro confirmou ontem o reajuste no salário mínimo para R$ 1.212 a partir de janeiro de 2022. A correção deve compensar a inflação em 2021, sem, no entanto, trazer aumento real.
Como o novo valor já estava previsto no Orçamento de 2022, aprovado na semana passada, a alta não deve exigir corte de despesas para a adequação ao teto de gastos.
Jovens
Manchete em O Estado de S. Paulo destaca o crescimento da parcela de jovens de até 29 anos que nem estuda nem trabalha. De acordo com a consultoria IDados, essa população representava 30% dos jovens dessa faixa etária – 12,3 milhões de pessoas.
Conforme o levantamento, o número de “nem-nem” teve um salto durante a pandemia, em 2020, com recuo em 2021, embora ainda acima do nível pré-Covid. Atualmente, são quase 800 mil pessoas a mais ante o primeiro semestre de 2019.
Câmbio
Folha de S.Paulo (31/12) relatou que o presidente Jair Bolsonaro sancionou projeto de lei que abre caminho para que pessoas físicas tenham contas bancárias em moedas estrangeiras, como dólar ou euro.
Conforme a reportagem, a medida promove uma série de modificações no mercado de câmbio brasileiro. A nova regra ainda permite que brasileiros saiam ou entrem no país com até US$ 10 mil sem a necessidade de declará-los à Receita Federal.
Consumo de energia
O Estado de S. Paulo revela que, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, o consumo de eletricidade em novembro foi o maior para o mês em toda a série histórica, desde 2004. O comércio e a indústria foram os principais responsáveis pela alta.
No setor industrial, o consumo de energia elétrica subiu 3,9% em novembro, em comparação com igual período de 2020, registrando 15.357 GWh, o maior para novembro desde 2014. |