Monitor CNC – 31 de dezembro de 2021 a 03 de janeiro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
31/12/21 a 03/01/22 | nº 564 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Manchete de O Globo (02/01) trouxe a expectativa de crescimento de quase dois quintos do PIB em 2022. Conforme estudo da FGV, o impulso virá dos setores de saúde, educação, serviços, agronegócios e TI.

Segundo o texto, há muito espaço para os serviços voltados às famílias crescerem. Há um consumo represado, que vai sustentar algum crescimento. Nesse grupo de serviços estão restaurantes, hotéis, salões de beleza. O movimento está voltando aos poucos e, se a variante Ômicron não se espalhar no Brasil como está ocorrendo em outros países, o que poderia levar a mais medidas de distanciamento social, espera-se alta no faturamento desses segmentos.

Reportagem trouxe infográfico com informações da CNC sobre os polos de reação econômica.

Correio Braziliense (01/01) afirmou que, após 27 anos do lançamento do Plano Real, quem pensava que o dragão inflacionário estava dominado se enganou completamente. Em 2021, a alta do custo de vida voltou para a casa dos dois dígitos, pela primeira vez desde fevereiro de 2016. E, de acordo com especialistas, não será fácil fazer o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, voltar ao controle neste ano. Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor do BC e economista-chefe da CNC, acredita que o IPCA, em 2022, deverá ficar entre 5,5% e 6%, mas não descarta um percentual maior. “O juro real tende a ficar acima de 6%, o que vai ser bastante desafiador para a economia crescer”, alerta.

Desoneração
Principais jornais registraram em 31/12 que o presidente Jair Bolsonaro sancionou a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia até o fim de 2023, com renúncia fiscal de R$ 9 bilhões por ano.O governo afirma que ter seguido orientação do Tribunal de Contas da União para que a desoneração fosse estendida sem a necessidade de uma compensação.

Hoje, o Valor Econômico acrescenta que o benefício teria expirado no último dia de 2021, mas a extensão foi acertada entre Bolsonaro e representantes do setor produtivo depois de articulações com o Congresso Nacional.

Pandemia
Os rumos da vacinação e novos temores com a pandemia de Covid-19 ocuparam as capas dos principais jornais no último dia do ano.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Antonio Barra Torres fez um balanço de sua gestão à frente da Anvisa e comentou as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro após o apoio da agência à vacinação infantil. Para Barra Torres, as ameaças do presidente de expor nomes de diretores criaram “dificuldade desnecessária” e acabaram incentivando ameaças de grupos antivacinas.

O Globo analisa que mesmo que o Ministério da Saúde emita parecer endossando a vacinação infantil, dificilmente as crianças voltarão às aulas já imunizadas. Especialistas calculam que se a vacinação começasse já no dia 5 de janeiro, seriam necessárias mais de um milhão de doses diárias para contemplar o grupo de 20 milhões de brasileiros entre 5 e 11 anos.

Salário mínimo
O Globo, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo 
(31/12) reportaram que o presidente Jair Bolsonaro confirmou ontem o reajuste no salário mínimo para R$ 1.212 a partir de janeiro de 2022. A correção deve compensar a inflação em 2021, sem, no entanto, trazer aumento real.

Como o novo valor já estava previsto no Orçamento de 2022, aprovado na semana passada, a alta não deve exigir corte de despesas para a adequação ao teto de gastos.

Jovens
Manchete em O Estado de S. Paulo destaca o crescimento da parcela de jovens de até 29 anos que nem estuda nem trabalha. De acordo com a consultoria IDados, essa população representava 30% dos jovens dessa faixa etária – 12,3 milhões de pessoas.

Conforme o levantamento, o número de “nem-nem” teve um salto durante a pandemia, em 2020, com recuo em 2021, embora ainda acima do nível pré-Covid. Atualmente, são quase 800 mil pessoas a mais ante o primeiro semestre de 2019.

Câmbio
Folha de S.Paulo
 (31/12) relatou que o presidente Jair Bolsonaro sancionou projeto de lei que abre caminho para que pessoas físicas tenham contas bancárias em moedas estrangeiras, como dólar ou euro.

Conforme a reportagem, a medida promove uma série de modificações no mercado de câmbio brasileiro. A nova regra ainda permite que brasileiros saiam ou entrem no país com até US$ 10 mil sem a necessidade de declará-los à Receita Federal.

Consumo de energia
O Estado de S. Paulo 
revela que, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, o consumo de eletricidade em novembro foi o maior para o mês em toda a série histórica, desde 2004. O comércio e a indústria foram os principais responsáveis pela alta.

No setor industrial, o consumo de energia elétrica subiu 3,9% em novembro, em comparação com igual período de 2020, registrando 15.357 GWh, o maior para novembro desde 2014.

Pequenos negócios
Folha de S.Paulo 
reporta que, segundo projeção do Sebrae-SP, micro e pequenas empresas já começam a registrar recuperação, ainda que desigual, puxada pelo comércio e pela indústria.Conforme o levantamento, no estado de São Paulo, esses negócios devem encerrar 2021 com aumento médio de 5% no faturamento, tendo a indústria com a maior retomada – alta de 12%, seguida pelo comércio (7,5%).

Aviação
Painel S.A. (Folha de S.Paulo)
 afirma que a trajetória de recuperação da malha de voos domésticos se beneficiou das viagens de fim de ano e avançou mais um pouco em dezembro para as companhias brasileiras, que registraram média de 2.036 decolagens diárias, segundo levantamento da Abear (associação do setor).

No mês, as empresas alcançaram 85% da malha doméstica operada em março de 2020, antes da chegada do coronavírus, que arrebatou o mercado. Em abril daquele ano, a oferta diária de voos despencou para menos de 7%, ou seja, só 163 voos por dia.

A retomada rumo ao patamar de voos pré-pandemia começou a dar sinais mais firmes no meio deste ano, quando a malha saltou de 51% em junho para 68% em julho, segundo a Abear.

Eduardo Sanovicz, presidente da associação, prevê recuperação total em março ou abril de 2022. Segundo ele, o setor ainda enfrenta dificuldades como o aumento do preço do combustível de aviação e a escalada do dólar, que afeta os custos da operação.

Para o mercado de voos internacionais, que ainda gira em torno de 40% da malha anterior à pandemia, a previsão de recuperação total fica só para o fim de 2023.

Cruzeiros 
Principais jornais informam que, depois de quase dois anos com atividades suspensas por causa da pandemia, o setor de cruzeiros marítimos voltou a funcionar em novembro no país, mas corre risco de ter as operações suspensas novamente. Cinco navios atracados na costa brasileira estão com casos de covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão temporária da temporada de cruzeiros.

As companhias reagiram na noite de domingo. “O setor de cruzeiros recebeu com surpresa a recomendação da Anvisa de suspensão provisória da temporada de navios, tendo em vista que os menos de 400 casos positivos identificados a bordo representam cerca de 0,3%, ou seja, uma pequena minoria dos 130 mil passageiros e tripulantes embarcados desde o início da atual temporada, em novembro. Esses casos, em sua grande maioria assintomáticos ou com sintomas leves, foram identificados, isolados e desembarcados, conforme o protocolo vigente, assim como seus contatos próximos”, informou a Clia Brasil, braço da entidade global das operadoras de cruzeiros.

Privatizações
O Globo 
expõe que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende seguir adiante com a política econômica de privatizações, mas as eleições presidenciais e o reajuste de servidores devem ser obstáculos.Segundo a reportagem, mesmo pontos que não dependem de deputados e senadores, como a privatização da Eletrobrás, podem enfrentar dificuldades.

O jornal pontua que a privatização dos Correios, a reforma tributária e pontos como a melhora fiscal “ficaram pelo caminho, atropeladas também pela piora da inflação e por menor crescimento”.

Eleições 1
Manchete de O Globo mostra que ao menos 22 governadores já prometeram reajustes a todos os servidores ou a pelo menos algumas categorias. Segundo levantamento feito pelo jornal, a proporção é maior entre os que são candidatos à reeleição. Especialistas alertam para os riscos fiscais.

Já a Folha de S.Paulo aborda o impacto eleitoral que o transporte público pode ter na imagem de governadores. De acordo com o jornal, o déficit do setor supera R$ 21 bilhões. Há o temor de protestos com o reajuste de tarifas previstos para 2022.

Eleições 2
Valor Econômico indica que, diante da tensão institucional, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e especialistas preveem um processo eleitoral conturbado neste ano, em que os principais desafios serão velhos conhecidos – como o ataque às urnas eletrônicas e a disseminação de “fake news”. A avaliação, no entanto, é que a Justiça Eleitoral está mais preparada para enfrentá-los do que estava em 2018.

O dólar comercial fechou quinta-feira em queda de 2,06%, cotado a R$ 5,57. Euro caiu 2,2%, chegando a R$ 6,31. A Bovespa operou com 104.822 pontos, alta de 0,69%. Risco Brasil em 327 pontos. Dow Jones caiu 0,16% e Nasdaq teve queda de 0,61%.
Valor Econômico
Analistas projetam Ibovespa aos 124,5 mil pontos este anoO Estado de S. Paulo
12 milhões de jovens no Brasil não estudam nem trabalham

Folha de S.Paulo
Tarifa e prejuízos do transporte criam impasse eleitoral

O Globo
Governadores abrem o caixa para reajustes no ano eleitoral

Correio Braziliense
Concursos têm vagas com salários de até R$ 27 mil

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