| Com a pressão inflacionária e o aumento dos juros, a CNC decidiu reduzir a projeção de contratações temporárias para o Natal deste ano. É o que informa a Folha.
A nova previsão indica abertura de 89,4 mil vagas – corte de quase 5 mil postos frente à estimativa anterior para 2021, feita em setembro. A nova previsão continua acima do número do ano passado (68,3 mil), mas está 2,2 mil abaixo do resultado de 2019 (91,6 mil), antes da pandemia.
“Em uma situação de normalidade de consumo, o varejo teria condições de gerar mais contratações temporárias do que o previsto agora”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.
Folha de S.Paulo, Correio Braziliense (coluna MercadoS/A) e os principais portais – incluindo Agência Brasil, CNN, Estadão Online e Valor Online – repercutem as projeções da CNC para o Natal. Segundo a entidade, a data deve movimentar R$ 57,48 bilhões em vendas. Com o desconto da inflação, a projeção sinaliza queda de 2,6% em relação a 2020, o segundo ano consecutivo de recuo. Em setembro, a entidade esperava alta de 3,8%, em termos reais, em 2021.
Manchete do Valor afirma que o elevado nível de endividamento e de comprometimento de renda das famílias deverá ser uma limitação importante para o consumo em 2022.
Analistas apontam que esse fenômeno será mais uma trava ao crescimento no ano que vem e alertam para outro sinal negativo: o aumento do uso de linhas emergenciais de crédito.
Reportagem registra que, segundo a CNC, a proporção de famílias endividadas no cartão de crédito foi de 85,2% em novembro. O aumento foi de 7,4 pontos percentuais, a maior alta da série do levantamento.
Também no Valor, coluna assinada por Fábio Graner afirma que a mão de obra brasileira ainda está com custo bem barato em termos históricos. Texto cita que, para o economista-chefe da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, o custo do trabalho voltou a subir com o reaquecimento da economia no fim de 2020. “Isso é indicativo de que os dissídios começaram a se recuperar, embora os salários reais ainda estejam em queda”, disse. Ele reconhece que, com a mudança na lei trabalhista em 2017 e a maior competição no mercado que ela gerou, o custo do trabalho tem caído.
Reportagem do Correio Braziliense com perspectivas para a economia em 2022 traz declaração do economista Fabio Bentes sobre a queda nas vendas do varejo, atribuída por ele à inflação. Segundo Bentes, a tendência para o próximo ano é de que as vendas no comércio não consigam crescer nem 1%. |