Sumário Econômico – 1693

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Destaques da edição:

Resta ao Banco Central alterar a meta de inflação – OA inflação doméstica segue em rota de alta, surpreendendo para cima nos últimos meses. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de novembro aumentou 1,17%, a maior taxa desde 2022, e acima da mediana das expectativas do mercado. Em 12 meses, o indicador chegou a 10,73%, com maior impacto da gasolina, que puxou os preços dos transpor tes.

A dinâmica inflacionária negativa não é só fruto da alta de preços das commodities, é também acirrada pela pressão dos preços dos serviços, respondendo à reabertura e retomada da economia, dos preços dos bens industriais, em razão das restrições na oferta globalmente, e da desvalorização do câmbio. A inflação corrente é uma combinação multifatorial , em que apertos mais expressivos nos juros não produzirão efeitos significativos nos preços, como já argumentamos neste espaço, mas sim na desaceleração da economia através do crédito, principalmente.

Intenção de consumo revela cautela das famílias  – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 73,4 pontos em novembro deste ano, o maior nível desde março de 2021 (73,8 pontos). Com o ajuste sazonal, a série apresentou queda de -0,9%, após estabilidade em outubro. Apesar disso, este mês de novembro foi melhor do que o de 2020, quando apresentou 69,8 pontos, apesar de o índice ter permanecido abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o que acontece desde abril de 2015 (102,9 pontos). Em relação a novembro de 2020, houve elevação de +5,1%, mantendo a tendência positiva dos meses anteriores.

Com a redução do poder de compra dos consumidores, a Perspectiva de Consumo manteve o resultado negativo do mês anterior. Sendo esse resultado também afetado pelo encarecimento do crédito, já que é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar sua renda e manter seu padrão de consumo.

A incerteza quanto ao tempo necessário para arrefecer o processo inflacionário e ao nível que os juros devem alcançar para conseguir o objetivo já está influenciando o momento de consumir e gerando maior cautela. Entretanto, as famílias mostraram uma percepção de consumo mais favorável no longo prazo.

Confiança do consumidor registra queda em novembro – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado na quarta-feira, dia 24, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda no mês de novembro. O índice foi de 74,90 pontos, com ajuste sazonal, 1,4 menor que o índice registrado em outubro. O índice permanecia em crescimento desde abril deste ano, ou seja, é a primeira grande queda dos últimos sete meses.

Em relação às expectativas para os próximos meses, o indicador que mede as expectativas para a situação econômica subiu 1,8 ponto, atingindo 100,3 pontos. Porém, mesmo com a alta do índice, é provável que a confiança dos consumidores ainda registre queda no próximo mês. O ímpeto de compras das famílias continuou em queda, registrando 66,4 pontos. O endividamento das famílias e a corrosão do poder de compra fazem com que esses índices se comportem diferentemente do esperado nesta época do ano.

Volume de vendas na Black Friday deve encolher pela 1ª vez em 5 anos – De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday de 2021 deverá movimentar R$ 3,93 bilhões e registrar a maior movimentação financeira desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional em 2010. Confirmada essa expectativa, o faturamento das vendas on-line e presenciais com a data apresentará crescimento de 3,8% ante a Black Friday do ano passado. No entanto, descontada a inflação, o volume deve apresentar recuo (-6,5%) pela primeira vez desde 2016.

Com menos restrições, turismo deve gerar 81,78 mil vagas para a alta temporada 2021/2022 – A desaceleração da crise sanitária da Covid-19 e a gradativa reabertura da economia têm reaquecido o ritmo de atividade dos serviços turísticos. Em que pese a inflação e os juros em níveis mais elevados nos últimos meses, as quedas nos números de contaminações e mortes provocadas pelo novo coronavírus no Brasil têm permitido a retomada gradual do potencial de geração de receitas e empregos no setor às vésperas do início da alta temporada, que, normalmente, se estende de novembro até o carnaval do ano seguinte. De acordo com o Índice de Atividades Turísticas apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de receitas do setor avançou 49,1% desde o fim da segunda onda da pandemia no Brasil, e, embora ainda esteja 20,7% aquém do nível registrado antes do início da crise sanitária, nota-se que o setor vive o seu melhor momento desde fevereiro de 2020 do ponto de vista de geração de volume de receitas.

Economia e indicadores financeiros – A revista The Economist, na tiragem da semana de 30 de outubro do corrente ano, traz indicadores econômicos e financeiros agregados sobre o desempenho das economias. A seção é dividida em países e Zona do Euro, Ásia, Oriente Médio e América do Sul. Nesse corte, a publicação lista 42 países. Os dados se referem a informações relevantes que permitem que sejam feitas comparações, conforme o interesse em cada tema.

Os indicadores estão dispostos no cabeçário das colunas, enquanto os países estão listados nas linhas. Os indicadores se referem a estatísticas que podem chamar maior atenção dos leitores: Produto Interno Bruto (PIB), Preços ao Consumidor, Taxa de Desemprego, Balanço Orçamentário em relação ao PIB (no caso, déficit fiscal sobre o produto doméstico), Taxa de Juros, Câmbio e Bolsa de Valores.

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