| Em um cenário de pressão inflacionária, juros mais altos e renda fragilizada, o volume de vendas do comércio varejista recuou 0,1% em outubro, na comparação com setembro, segundo dados do IBGE divulgados ontem.
Outubro foi o terceiro mês seguido com variação negativa no varejo, embora o IBGE considere a taxa como relativa estabilidade, já que ficou próxima de zero.
Folha de S.Paulo registra que, em relatório, a CNC atribuiu a retração aos efeitos da inflação. “O bônus representado pelo aumento na circulação de consumidores que permitiu a reação do setor após as duas ondas da pandemia se mostra próximo ao esgotamento”, afirmou a entidade.
Diante desse quadro, a CNC reduziu de 3,6% para 3,1% a expectativa de alta no volume de vendas do comércio neste ano. Para 2022, a projeção é de avanço de 1,2%.
Valor Econômico acrescenta que a CNC decidiu rever para baixo sua previsão para a contratação de trabalhadores temporários no fim de 2021, que era de 94,2 mil vagas. A avaliação atual é que o número não deve passar de 90 mil, segundo o economista sênior Fabio Bentes, o que significa um resultado acima de 2020 – quando ficou em 68,3 mil, o menor desde 2013 –, mas inferior ao que era imaginado até setembro.
“Os resultados do varejo têm sido muito decepcionantes e o volume de vendas é a principal variável para estimar a contratação de trabalhadores temporários”, disse Bentes ao Valor.
O site da CNN Brasil repercute levantamento da CNC mostrando a alta inflação do varejo tem feito com que os lojistas optem pela comercialização de produtos importados.
No Correio Braziliense, o economista-chefe da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, participa de reportagem sobre a alta da taxa Selic: “A economia está fraca, mas tudo vai depender da evolução da atividade. Se não houver crescimento, pode ser que o BC realiza apenas mais uma alta de 0,75 ponto”, apostou.
A Folha Online também ouve porta-voz da CNC em matéria sobre a taxa de juros. A economista Catarina Carneiro da Silva, responsável pelo índice de Intenção de Consumo das Famílias da CNC, afirma que a questão do acesso ao crédito foi o principal fator que derrubou o indicador em novembro. “Esse recuo foi influenciado pela trajetória de alta dos juros iniciada pelo Banco Central para conter o aumento dos preços”, afirma. “As famílias já estão começando a sentir essa dificuldade.”
A coluna Comércio em Pauta, publicada em O Globo, destaca visita do ministro Paulo Guedes à CNC. No evento, Guedes destacou o protagonismo do comércio e do setor terciário na retomada da economia.
A coluna também repercute a plataforma virtual com o acervo das bibliotecas do Sesc e a participação do Senac em programa de qualificação para exportação em Pernambuco e Alagoas.
O Correio Braziliense registra a participação do economista Fabio Bentes no seminário Desafios 2022: Para onde vai o Brasil, que será promovido hoje pelo jornal. |