Destaques da edição:
Cenário favorável para o comércio em 2022 – O A evolução das vendas do comércio e dos serviços é essencialmente determinada pela demanda dos consumidores. Temos visto maior flexibilização na pandemia com a ampliação da circulação das pessoas nas ruas e zonas comerciais, em que o avanço da imunização tem levado os consumidores a retomarem gradativamente as compras nos estabelecimentos físicos. Esse movimento deve continuar nos próximos meses, mas alguns desafios e incertezas nos fazem repensar o que esperar para o comércio em 2022.
A última Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou queda marginal de -3,1% no volume de vendas do varejo em agosto. O setor como um todo apresenta quantidade de transacionada superior aos meses anteriores à pandemia, porém puxada pelos segmentos essenciais (hiper e supermercados, farmácias e medicamentos), e aqueles associados às mudanças de comportamento dos consumidores (móveis e eletrodomésticos).
Inflação volta a frustrar vendas do varejo – De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor dos serviços alcançou um aumento de 0,5% no mês de agosto se comparado ao mês anterior. Mesmo com um avanço baixo, o setor registra uma tendência crescente entregando variações positivas nos últimos cinco meses, se recuperando da sua última queda em março de 2021, com a segunda onda do coronavírus.
No acumulado do ano de 2021, o setor registra +11,5%. Esse resultado mostra que, apesar das turbulências dos serviços em 2020, a atividade tem sido fundamental na recuperação econômica deste ano. Nos últimos 12 meses, o setor cresceu 5,1%. Registrando apenas um mês de queda. O resultado negativo das vendas do varejo coincide com o registro da maior taxa mensal de inflação dos últimos vinte anos, considerando apenas produtos comercializáveis, e lança dúvidas sobre a capacidade do varejo em sustentar o ritmo de reação apenas com base na queda do isolamento social esperada para os próximos meses.
Expectativa inflacionária continua em alta – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (15/10), a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano aumentou para 8,69%, com crescimento nesta estimativa há 28 semanas. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,61% para outubro e 0,41% para novembro. Mantendo a tendência, a mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2022 aumentou pela 13ª semana para 4,18%, distanciando-se da meta de inflação, enquanto, para 2023, a estimativa permaneceu em 3,25%.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a meta da taxa de juros Selic aumentou para 6,25% ao ano. A próxima reunião terminará dia 27 de outubro, quando se espera que o Banco Central aumente a taxa novamente em 1 ponto percentual, para 7,25%. A expectativa do mercado é que ela aumente ainda mais ao longo do ano, alcançando 8,25% ao fim de 2021, com outro acrescimento em 2022 para 8,75%.
Setor dos serviços tem alta pelo 5° mês consecutivo – De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor dos serviços alcançou um aumento de 0,5% no mês de agosto se comparado ao mês anterior. Mesmo com um avanço baixo, o setor registra uma tendência crescente, entregando variações positivas nos últimos cinco meses, se recuperando da sua última queda em março de 2021, com a segunda onda do coronavírus.
No acumulado do ano de 2021, o setor registra +11,5%. Esse resultado mostra que, apesar das turbulências dos serviços em 2020, a atividade tem sido fundamental na recuperação econômica deste ano. Nos últimos 12 meses, o setor cresceu 5,1%. Registrando apenas um mês de queda.
MPE Week: Uma iniciativa interessante – Pelo porte, importância, influência e desempenho na economia brasileira, as micro e pequenas empresas devem receber, sempre que possível, tratamento diferenciado, beneficiar-se das políticas públicas e cada vez mais serem alvo de legislações específicas, para assim descolarem-se das médias e grandes quando o setor público interceder sobre os negócios.
Dessa maneira, elas conseguirão aproveitar todo o seu potencial em favor da empregabilidade e da geração do desenvolvimento na transformação deum país melhor, equitativo e justo.
Esses seriam apenas alguns dos pontos a serem abordados para ressaltar que, no mundo todo, essas empresas possuem papel primordial para inclusão empresarial, absorção de jovens no mercado de trabalho, criação de oportunidades de novos negócios, entre outras atuações.