Destaques da edição:
Recuperação robusta do comércio e menos negacionismo – Parte II – No Sumário anterior, escrevemos, neste espaço, sobre o desempenho do comércio, as expectativas e o emprego no setor este ano, e como a gradual recuperação nas vendas também de segmentos não essenciais ajudam a compor uma visão mais positiva sobre a atividade. Importante frisar, pois o texto desta semana dá sequência ao último, vamos comentar resultados favoráveis de variáveis relevantes que estão contribuindo para a recuperação em V.
É oportuno também aclarar que faço parte do grupo de economistas que prefere olhar o copo e considerar a parte meio cheia, independentemente de questões políticas. Todos nós sabemos e estamos sentindo os grandes desafios que a economia brasileira vem atravessando na superação da pandemia, empresas, consumidores, a sociedade civil em geral. Mas não é só aqui nem nas economias emergentes que as adversidades se impõem à retomada da atividade, está acontecendo em todo o mundo.
De forma geral, o mundo observa a recuperação das economias, no entanto, parafraseando o Banco Central (Bacen) no Relatório de Inflação do terceiro trimestre, divulgado semana passada, a divergência na evolução da atividade econômica persiste entre países e entre setores.
O Banco Central e a sustentabilidade – Muito se tem falado sobre o Pix e o Open Banking, que fazem parte da Agenda do Banco Central do Brasil (BCB) – Agenda BC# – na dimensão de competitividade, e a importância dessa instituição e dessas medidas para o Sistema Financeiro Nacional (SFN). No entanto, a Agenda BC# de planejamento estratégico do BCB também abrange a vertente de sustentabilidade, com a prioridade de desenvolver uma economia mais sustentável, dinâmica e moderna, ampliando as funções do BCB.
Essa maior responsabilidade com o meio ambiente começou com a instituição da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) do BCB, em 2017, e rege a governança das ações do BCB no âmbito interno, assim como sua atuação junto ao SFN.
Desde setembro de 2020, o BCB é uma instituição apoiadora da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD). Fundação criada em 2015 para que fossem considerados os riscos à estabilidade financeira associados a mudanças climáticas no escopo do Financial Stability Board (FSB). A adesão voluntária em nível global às recomendações da TCFD pode fornecer ao mercado financeiro informações úteis para avaliação dos riscos e oportunidades associados à evolução do clima e seus impactos.
Dando continuidade a esse tema, a instituição incluiu a sustentabilidade como uma das dimensões da sua agenda estratégica de trabalho. Utilizando, assim, variáveis sustentáveis no processo de tomada de suas decisões. O objetivo é promover um sistema financeiro sustentável, com gerenciamento adequado dos riscos socioambientais e climáticos.
A relevância dos derivativos – O mercado de derivativos vem crescendo e se tornando cada vez mais notório, podendo ser considerado muito maior do que o mercado de ações quando mensurado em termos de ativos subjacentes. Os derivativos desempenham papel crucial na transferência de ampla variedade de riscos na economia de uma entidade para outra, podendo ser usados para proteção, especulação ou arbitragem.
Os derivativos podem ser descritos como instrumentos financeiros cujo valor deriva dos valores de outras variáveis subjacentes mais básicas. Grande parte dos derivativos está atrelada ao preço de ativos financeiros, como ações, ou commodities, como ouro e carne. O valor dos produtos derivativos também pode depender da taxa básica de juros, taxa de câmbio ou inflação acumulada no período. Outras variáveis também influenciam, como clima e eletricidade.
Tal característica desse instrumento financeiro é especialmente importante no meio corporativo. Muitas empresas estão expostas a alguma variável de mercado e podem utilizar estratégias de hedge para eliminar ou reduzir o risco que enfrentam, protegendo-se contra as possíveis oscilações drásticas e inesperadas futuras, principalmente em cenário de grande volatilidade em decorrência da política combinada com a economia. Os derivativos, portanto, desde que utilizados de forma consciente, podem se tornar verdadeiros aliados das empresas.
Carros voadores – A tecnologia a serviço da mobilidade e da sustentabilidade (II) – Continuando o texto do Sumário anterior – antes de adentrar nas considerações sobre carros voadores. Então, a princípio discorrendo sobre tecnologia e seus avanços sobre a humanidade, a situação que se tem é a de que o que era considerado tema de sci-fi (ficção científica) em filmes e animações décadas atrás, a cada dia que passa, hoje em dia, está mais perto de se tornar realidade, notadamente para solucionar problemas, pessoais ou da coletividade, dores governamentais, empresariais e sociais, enfim, para atender às demandas em favor de segmentos sociais ou de todos.
Por exemplo, os problemas que as megalópoles enfrentam, tipo o trânsito saturado, juntamente à avassaladora emissão de CO2, à poluição e a interferências sobre a camada de ozônio. Os carros voadores vêm exatamente no sentido de suprir essa conformação da demanda e das exigências para o planeta sustentável .