Monitor – 23 a 25 de outubro de 2021

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
23/10/21 | nº 519 | ANO III |  www.cnc.org.br
Reportagem do Hora Um (TV Globo) informa que pelo menos 95 mil trabalhadores temporários devem ser contratados para a temporada Natal em Campo Grande. A previsão é da CNC.

CNN Brasil (23/10) também abordou o assunto, afirmando que o setor de comércio deve ter mais de sete mil contratações temporárias no Rio de Janeiro, segundo a CNC. Os dois ramos que devem contratar mais são vestuário e supermercados.

O Globo (24/10) publicou reportagem que aponta que mesmo que o Auxílio Brasil represente um pagamento mínimo de R$ 400, mais do que o dobro da média do Bolsa Família, outros fatores dificultam o mesmo efeito do auxílio emergencial em 2020.

Fabio Bentes, economista da CNC, concorda que o aumento nas transferências tende a perder força ao longo de 2022: “Nesse cenário, a força desse tipo de medida tende a ser menor. Será preciso ter mais recursos para tentar replicar o efeito de outras ocasiões. E não tem orçamento público que aguente. Se você erra na mão, acaba prolongando o ambiente de inflação elevada. Numa inflação de 10%, R$ 400 valem a preços de hoje R$ 360”.

Crise na Economia
Valor Econômico, O Globo e Folha de S.Paulo 
mostram que o presidente Jair Bolsonaro levou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a um evento público ontem em Brasília e reafirmou a permanência dele no governo. Guedes cobrou do Congresso, particularmente do Senado, a aprovação de reformas que, na sua visão, compensariam a desconfiança gerada no mercado após a manobra para furar o teto.

No sábado, os principais jornais destacaram o pronunciamento feito à imprensa pelo ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro. Guedes defendeu o plano para driblar o teto de gastos e pagar R$ 400 no Auxílio Brasil, disse que não pediu demissão e ressaltou que o presidente também não insinuou nenhum movimento nesse sentido. O presidente Jair Bolsonaro disse ainda ter “confiança absoluta” no titular da Economia.

O ministro disse entender seus subordinados que pediram demissão, mas que é importante haver um equilíbrio entre os interesses das alas política e econômica. Ele anunciou Esteves Colnago no comando da Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento, no lugar de Bruno Funchal. Paulo Valle assume a Secretaria do Tesouro Nacional, no lugar de Jefferson Bittencourt.

A confirmação de que o ministro Paulo Guedes continua no cargo refletiu no mercado. A Bolsa fechou em queda de 1,34% nesta sexta, a 106.399 pontos. No início da tarde, o recuo havia chegado a 4,53%, diante de rumores de que Guedes poderia deixar o cargo. O dólar recuou 0,74%, a R$ 5,6250. Mais cedo, a moeda americana tinha alcançado a máxima de R$ 5,7550, alta de 1,55%.

Equipe econômica
Folha de S.Paulo 
(24/10) afirmou que o ministro Paulo Guedes acumula, desde que assumiu o cargo, ao menos 16 perdas de auxiliares diretos. Ele chega à reta final do ano enfrentando o maior momento de contrariedade de representantes do mercado, o que se reflete em uma pasta cada vez mais dependente de soluções internas e servidores de carreira para executar os trabalhos.

De acordo com integrantes da própria equipe econômica, nenhum profissional de alto nível do setor privado aceitaria entrar na pasta no estágio atual. Isso não quer dizer que os nomes que assumiram agora são vistos como ruins. Ao contrário, a escolha dos novos secretários é vista internamente com entusiasmo.

Auxílio Brasil
O Globo 
(24/10) relatou que o Auxílio Brasil terá impacto de até R$ 36 bilhões no Nordeste em 2022, região em que Jair Bolsonaro tem o menor índice de aprovação (16%). Na conta, entram o valor a ser pago aos já beneficiários do Bolsa Família e a inclusão dos que estão na fila do programa.

Analistas avaliam que, para ser reconduzido, o presidente precisa de 40% de aprovação a seis meses do pleito, meta difícil diante da perspectiva de deterioração do cenário econômico. Ainda assim, como o benefício é popular, pré-candidatos à Presidência evitam criticar o desrespeito ao teto de gastos.

Pessimismo
Valor Econômico 
relata que empresários e executivos da indústria estão preocupados com os rumos macroeconômicos, agravados com a crise gerada pelas mudanças no teto de gastos, que resultou em uma “debandada da equipe econômica do governo”.

Para empresário de um dos maiores grupos industriais do país, que falou sob reserva ao Valor, o clima é generalizado de desânimo e falta de confiança.

“Há uma sensação de que o governo acabou. Não acredito mais numa agenda de privatização, com exceção de alguns ativos de infraestrutura. Também não há clima para atrair investimentos estrangeiro no curto e médio prazo”, afirma.

Desoneração
Folha de S.Paulo 
aborda articulação do governo para barrar no Congresso projeto que estende até 2026 a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores.

A proposta está parada há um mês na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde o relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), que é aliado do Planalto, chegou a apresentar o voto e depois recuou.

Aliados defendem que o Congresso busque viabilizar a promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de desoneração permanente para todos os setores.

Combustíveis
Correio Braziliense (24/10) chamou a atenção para o risco de desabastecimento de combustível nas próximas semanas. De acordo com o jornal, considerando o recente alerta dos distribuidores sobre a falta do produto no mês que vem, além da ameaça de greve geral dos caminhoneiros, a partir do dia 1º, o clima de tensão tende a aumentar.

Analistas explicam que existe, no momento, um cabo de guerra entre distribuidoras e a Petrobras em torno do fornecimento e da importação de combustíveis. A situação é fruto de uma política que não foi bem estruturada pelo governo e que tem falhas na regulamentação. Por conta dos desinvestimentos da estatal, que passou a focar na produção de petróleo do pré-sal, novas distribuidoras entraram no mercado.

Desigualdade
Folha de S.Paulo 
(24/10) trouxe trabalho inédito do Insper que mostra que a disparidade na distribuição de recursos no país caiu de forma ininterrupta entre 2002 e 2015, voltando a aumentar em 2016 e 2017, mas para um nível inferior ao da virada do milênio. Os resultados indicam que todas as fatias da população adulta brasileira situadas abaixo dos 29% mais ricos tiveram crescimento em suas rendas anuais acima da média nacional de 3%, no período analisado.

Tenda Atacado
Valor Econômico 
informa que, com a disputa no setor atacadista ganhando fôlego, a rede paulista Tenda Atacado resolveu destinar parte de seus esforços e investimentos para agilizar a chegada dos produtos nos corredores das lojas. Para isso, investiu R$ 42 milhões na ampliação de seu centro de distribuição (CD) em Guarulhos, na Grande São Paulo, e na automação dos sistemas de logística.

Desde sempre, conta Marcos Samaha, presidente da rede, a Tenda foi na contramão da maioria dos concorrentes, que deixa quase 80% do estoque ir direto do fornecedor para a loja. “Entendemos que centralizar os estoques no centro de distribuição é mais eficiente na gestão de estoque e de rupturas”, diz.

Aluguel de veículos
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
reporta previsão do mercado, de que a frota de locação de veículos será insuficiente para atender à demanda do final do ano.

Segundo o presidente da Abla (associação das locadoras de automóveis), Paulo Miguel Junior, seriam necessários cerca de 200 mil carros a mais, mas a indústria automotiva ainda enfrenta escassez de componentes e produz abaixo do esperado.

Chapa
O Globo
 aponta que o TSE começa a julgar amanhã duas ações que pedem a cassação da chapa formada por Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Ministros usarão sessões para fixar posição contra disparos em massa de mensagens e manter o presidente sob pressão, mas avaliam que não há condições para encerrar o mandato.

Pacheco
No Correio Braziliense, manchete destaca que o presidente Jair Bolsonaro escalou o ministro Paulo Guedes para confrontar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que foi convocado pelo PSD a disputar o Palácio do Planalto em 2022. Guedes disse que Pacheco não pode fazer “militância” no cargo e deve ajudar o governo a aprovar reformas importantes, como a do Imposto de Renda.

Valor acrescenta que o anúncio da filiação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), ao PSD, que o coloca como um possível candidato na corrida presidencial de 2022, ligou o sinal de alerta do Palácio do Planalto em relação ao andamento das pautas prioritárias do governo. A mudança, contudo, não deve atingir a criação do Auxílio Brasil, de acordo com o veículo.

O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 0,71%, cotado a R$ 5,62. Euro caiu 0,53%, chegando a R$ 6,55. A Bovespa operou com 106.296 pontos, queda de 1,34%. Risco Brasil em 353 pontos. Dow Jones subiu 0,21% e Nasdaq teve queda de 0,87%.
Valor Econômico
Pioram perspectivas para o PIB e investimentos em 2022

O Estado de S. Paulo
Direito climático sustenta cada vez mais processos em tribunais do Brasil e do mundo

Folha de S.Paulo
MEC quer universidades em redutos do centrão

O Globo
Instabilidade política e juros em alta afastam empresas da Bolsa

Correio Braziliense
Bolsonaro teme candidatura de Rodrigo Pacheco

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