Teto de gastos
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico, em manchetes, informam que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer uma “licença para gastar” R$ 30 bi fora do teto de gastos. Essa despesa extra vai bancar o Auxílio Brasil de R$ 400 em ano eleitoral.
Foi a primeira vez que o ministro admitiu publicamente que precisará driblar a regra do teto para cumprir o que Bolsonaro prometeu. Para especialistas, a proposta do ministro representa o fim da regra fiscal.
A discussão sobre o financiamento do programa envolve duas possibilidades no momento: revisar os índices de correção que impactam o teto de gastos ou pedir uma licença para fazer um gasto temporário até o fim de 2022. Após forte repercussão negativa, Guedes afirmou que o governo quer ser popular, não populista.
O Valor acrescenta que o mercado financeiro, de forma geral, espera que o Banco Central reaja com mais juros a uma possível mudança no regime fiscal. Segundo o analista do Senado e especialista em contas públicas Leonardo Ribeiro, a autorização para gastar mais R$ 30 bilhões com o programa social “claramente opera para derrubar o teto de gastos”. Juliana Damasceno, do FGV Ibre, diz que a proposta representa, na prática, o fim da regra fiscal.
Desoneração
O Globo situa que o deputado delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), relator na Comissão de Constituição e Justiça do projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamento até 2026, apelou aos colegas que a votação ocorra o mais rápido possível.
De acordo com o parlamentar, se a desoneração não for aprovada, três milhões de trabalhadores podem perder o emprego no próximo ano.
Imposto de Renda
Valor Econômico também traz que o relator do projeto de reforma do Imposto de Renda, senador ngelo Coronel (PSD-BA), quer corrigir em 41% todas as faixas da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física.
O valor é significativamente maior do que aquele proposto pela equipe econômica, que havia sugerido a faixa de isenção em 31%. Líderes governistas e de partidos de centro já admitem, nos bastidores, a possibilidade de a matéria ser votada apenas em 2022.
Câmbio
Folha de S.Paulo relata que, frente às incertezas para a evolução do cenário econômico e político do país em 2022, o mercado tem revisado suas estimativas para o câmbio no fim do ano e já há até quem não descarte o dólar próximo de R$ 6. A moeda americana fechou ontem em queda de 0,58%, a R$ 5,5620. Projeções de analistas de mercado compiladas pela Bloomberg estimam uma probabilidade de 72,4% de o dólar estar oscilando em uma banda entre R$ 5,18 e R$ 6,06 já no fim deste ano.
Combustíveis
Valor Econômico repercute que o presidente da Vibra Energia (ex- BR Distribuidora), Wilson Ferreira Júnior, vê com preocupação as ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, mas afirma que a distribuidora está preparada para enfrentar uma eventual paralisação e que não acredita em “maiores problemas” no suprimento ao mercado.
Por outro lado, o executivo crê em riscos de desabastecimento caso o governo, pressionado pela alta dos combustíveis, siga o rumo do controle de preços. Segundo Ferreira Júnior, um eventual controle de preços traria desequilíbrios para a dinâmica do mercado e para as finanças da estatal:
O Globo também assinala que a Petrobras estuda aumentar o volume de importação de combustíveis para evitar um possível desabastecimento. O planejamento inclui a capacidade de seu parque de refino, que está em 85% – praticamente no limite.
A estatal já elevou as importações de derivados em 116,1% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas nos nove primeiros meses de 2021, o salto foi de 86,3%.
Mercosul
Valor Econômico traz que a aprovação do acordo de livre comércio União Europeia-Mercosul no Parlamento Europeu depende da inclusão de sanções para o caso de desrespeito aos engajamentos do Brasil e seus parceiros na área ambiental. A informação é de Pascal Canfin, presidente da Comissão de Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Saúde Pública do Parlamento Europeu. Segundo ele, que presidirá a delegação de eurodeputados na COP26, a credibilidade de Jair Bolsonaro na área ambiental é baixa, e o plano brasileiro para o clima, em Glasgow influenciará a discussão do acordo com o Mercosul. |