| Manchete de O Globo de domingo informou que o setor de turismo vem sendo reaquecido com vacinação e já abre vagas. CNC projeta avanço de 19,8% no volume de receitas do setor em 2021, no que deve ser a maior taxa de crescimento em 11 anos.
Assunto também foi destaque na Folha de S.Paulo (17/10). Segundo o jornal, estimulado pela vacinação contra a Covid-19, o setor apresenta sinais de melhora no Brasil e espera que a retomada ganhe força nos próximos meses com os feriados e as festas de final de ano. Enquanto a atividade econômica segue fragilizada, o que anima o setor é a combinação entre restrições menores à circulação de pessoas e demanda reprimida por viagens durante a pandemia.
Texto acrescentou que, apesar de ainda estar abaixo do patamar pré-crise, o turismo vem reduzindo os prejuízos nos últimos meses. Cálculos da CNC ilustram o cenário. “De fato, há uma melhora, principalmente em alguns subsetores do turismo, como hospedagem e transporte aéreo”, afirma Fabio Bentes, economista da CNC. “A gente acredita em uma aceleração no quarto trimestre, diretamente relacionada ao avanço da circulação de pessoas.”
No ano passado, o volume de receitas do turismo despencou 36,6% no país. Em 2021, a perspectiva é de alta de 19,8%, indica a CNC. Conforme Bentes, o avanço só não é maior porque existem ameaças como a escalada da inflação.
De acordo com a CNC, o turismo deve alcançar a recuperação plena do nível de receitas durante o segundo trimestre de 2022. A estimativa anterior apontava para o quarto trimestre do próximo ano.
Reportagem da CNN Brasil (16/10) também abordou a retomada do setor de turismo, ressaltando que, no Rio de Janeiro há uma expectativa entre os organizadores de congressos e eventos de faturar até R$ 300 milhões de reais em 2022. Com isso, de acordo com a CNC, a recuperação plena do setor deve ser antecipada do quarto para o segundo trimestre do ano que vem.
Artigo do editor-executivo do Valor Econômico Sergio Lamucci aborda a situação difícil do mercado de trabalho, com taxa de desemprego que deve seguir em níveis elevados em 2022. Texto afirma que, além da situação complicada no mercado de trabalho, as famílias enfrentam pressões inflacionárias persistentes e disseminadas, com alta forte de preços de alimentos, combustíveis, energia e serviços, corroendo a renda disponível, em especial dos mais pobres. Para completar, o nível de endividamento dos brasileiros é crescente. Segundo pesquisa da CNC, quase três quartos da população tem dívidas. Em setembro, 74% dos ouvidos no levantamento relataram estar endividados, o maior nível da série iniciada em 2010. No mesmo mês do ano passado, o percentual era de 67,2%.
CNN Brasil (17/10) relatou que a bandeira tarifária “Escassez hídrica” em vigor nas contas de luz tem refletido diretamente no preço de diferentes setores da economia. Um levantamento da CNC mostra que o peso da conta de luz nos custos varia de acordo com o setor, e pode ser uma fatia grande. Nas lojas de roupas, por exemplo, 8% dos custos são a energia; nos supermercados, 10%; em locais que tem atrações culturais, 12%; nos restaurantes, 15%; nos hotéis, 21% e, em lavanderias, a fatia chega a 23%.
G1 (16/10) afirmou que, com as crises que atingiram o Brasil nos últimos 10 anos, incluindo a provocada pela Covid-19, as grandes redes de supermercados do país estão mudando suas estratégias para crescer num cenário de retomada lenta da economia. Entre as apostas para expansão estão os atacarejos e os mercados de bairros.
Site lembrou que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) fechou a venda de 71 pontos comerciais da bandeira Extra Hiper para o Assaí e anunciou que deixará de operar com o modelo de hipermercado no Brasil.
Apesar do crescimento no número de atacarejos pelo país nos últimos meses, Fábio Bentes, economista da CNC, afirma que o modelo existe desde a década de 1960 e atrai quem quer economizar comprando em grandes quantidades. Com a queda do poder de compra dos brasileiros, os atacarejos ganharam sentido para as redes supermercadistas, uma vez que os consumidores passaram a priorizar preços mais baixos para as compras do mês, explicou Bentes. Os mercados de bairro, por outro lado, são focados em conveniência e geralmente estão localizados em bairros de classe média e alta. |