Monitor – 15 de outubro de 2021

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
15/10/21 | nº 513 | ANO III |  www.cnc.org.br
Imprensa registra que, na contramão da indústria e do comércio, o setor de serviços cresceu em agosto no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, frente a julho, o volume do setor teve alta de 0,5%. Com o desempenho, o setor ficou 4,6% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Também alcançou o patamar mais elevado desde novembro de 2015, mas ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, de novembro de 2014.

Folha de S.Paulo conta que, depois de sofrer mais logo após a chegada da pandemia, o setor de serviços passa agora a “liderar” a reação da economia, apontou a CNC. “O avanço da vacinação e a flexibilização das medidas restritivas têm sido fundamentais para que as atividades consigam avançar rumo à recuperação plena de sua capacidade de geração de receitas”, disse a entidade.

A CNC revisou de 6,2% para 6,4% a previsão de crescimento para o setor em 2021. Houve queda de 7,8% no ano passado. A entidade sinalizou que a inflação e os juros em alta impedem um crescimento maior. Segundo a CNC, os dois fatores “tendem a frear o ritmo de expansão da atividade”.

No Correio Braziliense, reportagem ressalta que o crescimento do setor deverá ser mais lento nos próximos meses, na visão de Fabio Bentes, economista da CNC. Segundo Bentes, o desempenho positivo registrado nos últimos meses se deve à baixa base de comparação de 2020, quando especialmente os serviços não essenciais foram bastante afetados. “De maio para cá, a gente nota uma desaceleração no setor, que já garantiu o crescimento deste ano por conta da base negativa de 2020”, disse.

O economista avalia que, de agora em diante, o setor deve apresentar recuperação modesta, primeiro porque já se aproxima do nível pré-pandemia em quase todos os ramos, e também por conta dos aumentos na taxa básica de juros (Selic) e da alta inflação, que estão diminuindo o poder de compra do consumidor.

Sistema S
Seção Avant-Premiére, no Valor Econômico, ressalta que não houve, até o momento, corte no orçamento do Sesc SP em 2021. O texto pontua que no ano passado, o governo federal chegou a reduzir em 50% os repasses durante três meses.

Além disso, nos últimos meses, uma Medida Provisória tem sido aventada pelo governo, que cortaria 30% dos recursos do Sistema S para financiar bolsas para jovens e trabalhadores informais.

O diretor do Sesc SP, Danilo Santos de Miranda, promete “brigar até o fim para evitar reduções”. Para ele, a retirada de verba revela “abissal desconhecimento” sobre as ações em educação, cultura, saúde e esporte da entidade.

Desoneração
O Estado de S. Paulo 
relata que o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou ontem que o Congresso analisa maneiras de fazer com que a desoneração na folha de pagamento de empresas seja aplicada de forma permanente. Um projeto de lei que prorroga a medida até 2026 tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

“Há um grupo muito mobilizado na frente parlamentar do empreendedorismo, que está se reunindo com mais de 200 empresários, para que se discuta no Congresso alternativas legislativas para se encontrar uma maneira permanente de se discutir a desoneração da folha mais ampla no Brasil”, disse Lira em entrevista à Rádio Bandeirantes, sem citar quais seriam as alternativas.

Combustíveis
Principais jornais relatam que os estados buscam uma ação conjunta contra projeto que altera  o ICMS cobrado sobre os combustíveis, aprovado na Câmara, e que tem potencial para retirar R$ 24 bilhões dos cofres dos governadores.

Segundo a reportagem, eles já antecipam uma disputa jurídica no STF caso o projeto seja aprovado também no Senado. Em reunião no Comsefaz, secretários de Fazenda combinaram pedir ajuda ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Em editorial, O Globo avalia que a alteração na arrecadação do ICMS pelos estados, é um “puxadinho” cujos efeitos serão deletérios. O jornal considera a medida “demagógica” ao endossar “tese estapafúrdia segundo a qual a alta da gasolina se deve à sanha arrecadadora de governos estaduais”. Além disso, o projeto “cria um subsídio ao consumo de combustíveis fósseis, num momento em que eles deveriam ser desincentivados”.

Black Friday
Valor Econômico 
conta que grandes varejistas já estão com suas campanhas de marketing para a Black Friday na internet. É o caso da Americanas, nova marca da Lojas Americanas. Mal acabou o Dia das Crianças, a varejista colocou sua publicidade nas redes sociais, usando a cor vermelha de seu logotipo e rebatizando a temporada de promoções de Red Friday.

O site da Shoptime também aposta na Black Friday e estampou um relógio na página principal mostrando quantos dias, horas e minutos faltam para o dia da grande promoção.
A contagem regressiva também está no site da Casas Bahia, a principal marca da Via. A varejista está oferecendo cupons de desconto e “cashback”.

O Magazine Luiza promete, em letras garrafais em seu site, que a promoção deste ano vai ser a “Black das Blacks” e que a partir de novembro vai antecipar ofertas em várias categorias – de celular a artigos de moda e beleza.

Supermercados
Valor Econômico 
afirma que as vendas no setor de supermercados seguem em ritmo de desaceleração, segundo os dados divulgados ontem pela Abras, associação do setor. Embora o crescimento acumulado seja de 3,15% no ano até agosto, esse é o menor patamar desde janeiro de 2020.

“Os auxílios emergenciais disponíveis hoje pelo governo são menores e trazem essa influência, e, por outro lado, tem a inflação”, diz Marcio Milan, vice-presidente da Abras. No mês de agosto, as vendas recuaram 1,78% ante mesmo mês do ano passado. Na comparação com julho deste ano, o recuo é maior: 2,33%.

Ainda assim, Milan diz que a Abras segue confiante na projeção de crescimento de 4,5% nas vendas do setor em 2021.

Hipermercados
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico 
informam qu o GPA desistiu de operar com hipermercados e, do total de 103 pontos do Extra, 71 devem ser transformados em lojas do atacarejo Assaí e 28 em supermercados Pão de Açúcar e Mercado Extra – metade para cada. Quatro lojas devem ser vendidas. A operação somou R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões serão pagos pelo Assaí ao GPA.

Adicionalmente, o GPA assinou outro memorando com um fundo imobiliário vinculado à empresa SucessPar para vender, ao preço de R$ 1,2 bilhão, 17 ativos onde estão pontos do Extra e, posteriormente, locá-los ao Assaí por 20 anos, renováveis por mais 20 anos.

Shoppings
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) 
afirma que a fusão da Iguatemi com seu acionista controlador, Jereissati Participações, vai abrir espaço no balanço do novo grupo para dar andamento à estratégia de consolidação do mercado, por meio da aquisição de shoppings.

O texto pontua, porém, que a Iguatemi terá de correr e superar as rivais Multiplan, Aliansce Sonae e BrMalls, entre os investidores que também buscam consolidar a área. O principal alvo da Iguatemi é o portfólio da canadense Brookfield, que inclui quatro shoppings: Higienópolis, Pátio Paulista e Riosul – voltados para as classes A e B, nicho do Iguatemi.

Aviação
Valor Econômico 
informa que, com um aumento da demanda por causa do avanço da vacinação e com as festas de fim de ano no horizonte, as companhias aéreas aumentam a oferta de voos. Nos primeiros 15 dias de setembro, a malha aérea doméstica representou 74,6% do que era no início de março de 2020. É o quinto mês seguido de alta.

A Gol vai aumentar em 30% sua capacidade no último trimestre e a Latam vai operar em outubro com 82% da oferta doméstica que tinha em 2019. Mas os passageiros encaram preços mais altos, pois as empresas estão reajustando as passagens em relação à queda registrada em 2020. Em rotas como São Paulo-Rio, os bilhetes estão mais caros que antes da pandemia.

CNMP
Principais jornais destacam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e aumenta o poder do Congresso sobre o órgão pela segunda vez. Na sessão de ontem, a votação de um requerimento para retirar a PEC da pauta serviu de termômetro para Lira perceber que não teria votos suficientes para aprová-la. Demais impressos também reportam.

Bolsonaro-Mourão 
Publicações também relatam que o Ministério Público Eleitoral defendeu perante o TSE a rejeição de ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão pelo impulsionamento ilegal de mensagens via WhatsApp na eleição de 2018. Os processos são movidos pela coligação do candidato derrotado, Fernando Haddad (PT). Para o vice-procurador-geral Eleitoral Paulo Gonet Branco, não há “elementos concretos sólidos” que indiquem irregularidades.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,51. Euro subiu 0,17%, chegando a R$ 6,39. A Bovespa operou com 113.185 pontos, queda de 0,24%. Risco Brasil em 328 pontos. Dow Jones subiu 1,56% e Nasdaq teve alta de 1,88%.
Valor Econômico
PEC dos precatórios pode adiar R$ 347 bi até 2030

O Estado de S. Paulo
Governo quer R$ 20 bi para construir usinas a carvão; BNDES resiste

Folha de S.Paulo

Militares são condenados a 28 anos por fuzilar músico no Rio

O Globo
Blindagem de políticos une rivais e avança no Congresso

Correio Braziliense
GDF pagará a 3ª parcela de reajuste a servidores

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