O comércio de bens e serviços é essencial para as cidades inteligentes, porque ajuda a conectar pessoas e a produzir novas experiências de usuário. A discussão sobre o papel do setor terciário neste processo de transformações digitais urbanas reuniu, esta semana, presidentes e representantes das Federações do Comércio durante o Smart City Business Brazil Congress 2022, realizado em São Paulo.

Sob a mediação do chefe do Gabinete da Presidência e da Gerência de Comunicação (Gecom) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Elienai Câmara, a rodada de debates teve a participação do presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz; do presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota; do presidente da Fecomércio-MT, José Venceslau; do assessor econômico da Fecomércio-SP, Fábio Pina, e de especialistas do Sistema Comércio e de representantes do Sesc e do Senac.

Em sua nona edição, o Smart City Business Brazil Congress 2022 reuniu autoridades, empresários e representantes da Sociedade Civil para discutir ideias, visões e soluções que transformem as cidades brasileiras em ambientes digitalmente conectados entre pessoas e o poder público.

Políticas públicas

“Todos os segmentos econômicos serão impactados. A Cidade Inteligente não envolve apenas a tecnologia, mas também sustentabilidade, economia, empreendedorismo, saúde, mobilidade, qualidade de vida, entre outros conceitos. Cabe a nós, empresários e representantes de entidades empresariais, debater este tema e acompanhar o desenvolvimento de políticas públicas”, comentou o presidente Marcelo Queiroz.

Wenceslau Júnior destacou no debate os avanços tecnológicos que o período pandêmico da Covid-19 trouxe para as empresas. “O mundo passou por transformações significativas, forçando as empresas a avançarem tecnologicamente. O que precisa haver concomitantemente a isso é a preservação do meio ambiente, contribuindo, assim, com o desenvolvimento econômico e sustentável das empresas”.

Capacitação

Para Elienai Câmara, o desafio da transformação digital das cidades passa pelo comércio, que conecta pessoas e o poder público. “As atividades realizadas pelo comércio de bens e serviços geram novas experiências de usuário, que são importantes para capacitar as pessoas. Afinal, a construção das cidades inteligentes depende de pessoas preparadas para esse novo momento”, afirmou.

Ele chamou a atenção, no entanto, para o fato de que, apesar do avanço da internet 5G no Brasil, milhares de municípios ainda não têm internet de qualidade, o que é essencial para construir cidades inteligentes e sustentáveis. “A internet de qualidade faz parte do passo a passo rumo às cidades inteligentes. É importante que isso seja visto até que se chegue a um ponto de maturidade e de transição satisfatória, transformando o dia a dia das pessoas”, afirmou Elienai.