Empresários do comércio de bens, serviços e turismo de pequeno e médio portes, além de microempreendedores individuais (MEI), já podem acessar empréstimos facilitados via Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Esta nova fase do programa visa reforçar o apoio aos negócios que enfrentam os efeitos da crise agravada pela inflação. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apoia a iniciativa.

Os empreendedores interessados na modalidade já podem procurar as instituições financeiras. A estimativa do governo é oferecer R$ 50 bilhões em operações de crédito para os pequenos e médios empreendedores. Podem pleitear o empréstimo microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano, pequenas empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões e empresas de médio porte com faturamento até R$ 300 milhões.

O financiamento do Pronampe pode ser utilizado para investimentos, como adquirir máquinas e realizar reformas, e para capital de giro, como pagamento de salário dos funcionários e de contas como água, luz e aluguel. Em contrapartida, a empresa precisa manter o número de empregados por até 60 dias após a tomada do crédito. No caso de negócios com menos de um ano de funcionamento, o limite do financiamento é de até metade do capital social ou de 30% da média do faturamento mensal.

O prazo máximo de quitação é de 48 meses, sendo o máximo de carência de 11 meses e mais 37 parcelas para o empréstimo. A taxa de juros máxima que será cobrada no programa será igual à taxa Selic (atualmente em 13,25% ao ano), acrescida de 6%, isto é, aproximadamente 19,25% ao ano.

Pronampe

Criado há pouco mais de dois anos para socorrer empresários durante a pandemia de covid-19, o Pronampe oferece empréstimos para pequenas empresas com juros mais baixos e prazo maior para começar a pagar.

O especialista executivo da CNC Sérgio Henrique destaca que o Pronampe foi fundamental para a manutenção de milhões de empresas e de empregos no Brasil, durante a pandemia. Para ele, o programa continua sendo muito importante no enfrentamento da crise da inflação e na retomada econômica. “Mais que acesso ao crédito, são condições para quitar as dívidas e seguir em frente, gerando emprego e renda. Medidas como o Pronampe são fundamentais para o crescimento dos diversos setores do comércio de bens, serviços e turismo”, afirma.

Com informações da Agência Brasil / Imagens: Sebrae Nacional