A Fecomércio RJ, a Firjan e a Associação Comercial do Rio promoveram, nesta quinta-feira (04/08), o seminário Combate ao Brasil Ilegal, no Hotel Pestana Rio Atlântica, na Zona Sul do Rio. O encontro discutiu a pirataria, o contrabando e as ligações clandestinas de água e energia, e os prejuízos que causam ao desenvolvimento econômico do país.

Combate ao Brasil Ilegal – Foto Arteiras Comunicação

Na abertura do evento, o presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, destacou o estrago que o mercado ilegal traz para a economia e para a sociedade, algo em torno de R$ 336 bilhões, equivalente ao orçamento de Bahia e Sergipe juntos e também o custo de seis olimpíadas, incluindo as construções.

“Precisamos ter noção do tamanho do mercado ilegal provoca em nossa economia e o quanto afeta o dia a dia da nossa sociedade. Fora o impacto indireto nas empresas, na sociedade por meio do dano que os produtos causam”, ressaltou Antonio Florencio de Queiroz Junior.

O presidente da Fecomércio RJ também chamou a atenção para se conscientizar a população quanto aos efeitos nocivos dos produtos ilegais.

“O Brasil tem 220 milhões de habitantes, dos quais apenas 50 milhões têm capacidade de consumo. Incentivo ao consumo é algo artificial. Dar capacidade de consumo, não. Dessa forma, criaremos um crescimento sustentável para que a população, como um todo, possa usufruir de uma vida equilibrada e melhor. Ao comprar um produto ilegal, a indústria da ilegalidade é fomentada, gerando um alto nível de desemprego”, afirmou.

Por causa da pirataria e o contrabando, mais de 535 mil empregos deixaram de ser criados em 2021, o equivalente a 1/3 da meta de criação de frentes de trabalho em todo o país em 2022.