Evento, em Lisboa, reúne representantes da Fecomércio RJ, Sebrae Rio, Governo do Estado do Rio de Janeiro e demais atores que tem trabalhado para incrementar a cadeia produtiva do mar no Rio de Janeiro.

Foto Institucional

Na abertura do workshop dedicado ao Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (23/06), o presidente Antonio Florencio de Queiroz Junior saudou, por vídeo, os participantes do evento e falou da importância da iniciativa de se discutir a Economia do Mar.

A economia do mar é uma força produtiva que pode transformar o país. Investindo e viabilizando novas oportunidades locais estamos investindo em qualidade de vida e renda, tendo o mar como agregador. O brasileiro tem o DNA Marítimo”, ressaltou.

Durante a programação, a assessora do Sistema Fecomércio RJ, Dulce Ângela Arouca Procópio de Carvalho, e o diretor do IFeS, Vinicius Crespo, apresentaram palestras destacando a visão e contribuições da entidade para a discussão da temática do evento. Segundo Dulce Ângela, o esforço do Rio de Janeiro pela Economia do Mar tem no presidente da Fecomércio RJ uma liderança.

Todos aqui estamos matriculados na economia do mar. Sabemos da importância e trabalhamos por ela. Para se ter uma ideia da força dessa atividade, 3 milhões de barris de petróleo são produzidos por dia no Brasil, sendo que 85% são no Rio de Janeiro. Temos muito, muito que fazer em relação à pesca e ao mar, já que é o alimento do futuro está no mar.  No turismo, apenas no último mês de março, seis cruzeiros internacionais passaram pelo Rio de Janeiro, com turistas desfrutando da gastronomia e economia locais”, destacou.

O diretor do Instituto Fecomércio de Sustentabilidade (IFeS), Vinicius Crespo, apresentou objetivos e resultados de vários programas que vêm sendo desenvolvidos pelo instituto e ressaltou que a economia do mar é a economia do milênio. “É preciso que as políticas públicas sejam construídas observando a economia circular como condição à sustentabilidade da economia do mar”, observou.

Vinicius Crespo entregou ao presidente da EUREKA, Miguel Belo, o livro da Fecomércio RJ, uma camisa do Sesc/Flamengo e uma bolsa de material reciclado do projeto Redinhas.

De acordo com o gerente do Sebrae Rio, Renato Regazzi, o Rio de Janeiro é a capital brasileira do mar e Portugal pode ser a grande referência para o Brasil nessa área.

A chamada Economia Azul faz parte da ação estratégica do Sebrae Rio com objetivo de inserir e apoiar pequenas empresas na cadeia produtiva. Esse é o momento propício para acelerar clusters marítimos, organizando governanças nos municípios com os diversos setores envolvidos”, afirmou.

Segundo o superintendente de Desenvolvimento Econômico Sustentável, João Leal, o estado tem dado muita prioridade ao eixo de desenvolvimento económico sustentável nas baías, na energia sustentável na Costa e na Economia circular. Leal aproveitou para divulgar e convidar os portugueses para o maior evento de pesca do Brasil, a Primeira Feira de Pesca e Negócios do Mar, em setembro, em Parati. “Esperamos que, no ano que vem, esse grande evento seja realizado em Portugal”, anunciou.

O Global Innovation Summit 2002 é realizado no Centro de Congresso de Estoril, entre os dias 22 e 23 de junho, no âmbito da presidência Portuguesa da Rede Eureka.