Em entrevista ao programa Poder Entrevista, no canal do YouTube do site Poder 360, um dos mais influentes do país, o presidente Antonio Florencio de Queiroz Junior se posicionou sobre emprego e renda, consumo, comércio no Rio e expectativas para o futuro.

Poder Entrevista com o presidente da FECOMERCIO RJ, Antonio Queiroz e Douglas Rodrigues. | Sérgio Lima/Poder360 14.jul.2022

Em conversa com o jornalista Douglas Rodrigues, o presidente da Fecomércio RJ apresentou o seu olhar para questões que envolvem os empresários e a população, defendeu o incentivo ao crédito consciente e a liberdade financeira para aumentar o consumo.

“Temos que de alguma forma incentivar o crédito consciente, para que as micro e pequenas empresas, que são 98% das empresas do Brasil, possam ter acesso ao crédito de uma maneira segura, para que elas possam investir e gerar renda. Não havendo liberdade financeira, não há liberdade de consumo. O Brasil tem 220 milhões de habitantes, dos quais apenas 50 milhões têm capacidade de consumo. Incentivo ao consumo é algo artificial. Dar capacidade de consumo, não. Dessa forma, criaremos um crescimento sustentável para que a população, como um todo, possa usufruir de uma vida equilibrada e melhor”, destacou.

Na entrevista, o empresário ressaltou que deve haver uma fórmula com menos tributos e encargos para que o trabalhador possa ter um salário digno e possa chegar ao mercado. Disse ainda que as empresas precisam ter alicerces seguros para que possam, efetivamente, criar empregos.

Sobre o comércio no Rio, Antonio Queiroz vislumbrou um futuro melhor para o estado do Rio de Janeiro, com a retomada dos postos de emprego. E elogiou o poder público ao lembrar que todas as medidas, hoje, são discutidas com a iniciativa privada.

“O comércio do Rio já retomou todos os postos de emprego. Isso faz com que tenhamos uma visão mais otimista. Agora estamos empenhados na qualificação do trabalhador, através do Senac RJ, para evitar um apagão da mão de obra”, afirmou.

Otimista, o presidente da Fecomércio RJ disse que o empresariado está confiante no futuro, mesmo com a percepção de desaceleração desta confiança no segundo semestre.

“Nossas expectativas são sempre baseadas na visão do consumidor e do empresário. Existe uma confiança no futuro. Tendo essa confiança, há investimento. Havendo investimento, a roda começa a girar. É óbvio que neste segundo semestre, percebemos que essa confiança está desacelerando um pouco. Então, a velocidade desses investimentos diminuirá, mas percebemos que o empresário já olhou que o pior passou e temos que olhar para a frente para gerar riqueza e renda”, enfatizou.