O otimismo dos empresários do setor de serviços para os próximos três meses apresentou elevação em julho, segundo sondagem feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) com 699 entrevistados, entre os dias 1º e 07 do último mês. Na pesquisa, 81,5% esperam que a situação melhore ou melhore muito, enquanto a anterior relatava que esse número era de 80,3%. Apenas 12,6% acreditam que a situação permanecerá igual e 5,9% esperam que a situação piore ou piore muito.

A pesquisa mostra ainda que para 36,2% dos consultados, o panorama de seus negócios melhorou ou melhorou muito nos últimos três meses. Para 30,1%, a situação piorou ou piorou muito. Disseram que permaneceu igual, 33,8%.

Sobre os principais fatores que limitaram os seus negócios, a pesquisa mostra que 44,3% dos empresários apontam as restrições financeiras como o primeiro motivo, seguidas da demanda insuficiente (41,9%) e falta de mão de obra (12,4%). 20,7% apontaram mais de um fator como limitador dos negócios.

Demanda por bens e serviços

34,2% dos empresários do comércio disseram que a demanda diminuiu ou diminuiu muito pelos bens e serviços de suas empresas nos últimos três meses. 30,8% afirmaram que aumentou ou aumentou muito.

Sobre a demanda nos próximos três meses, 67,7% esperam que aumente ou aumente muito, em estabilidade em relação à sondagem anterior realizada em junho (66,6%). Apenas 8% acham que a demanda diminuirá ou diminuirá muito, enquanto 24,3% acreditam que se estabilizará.

Empregos

Sobre o quadro de funcionários nos últimos três meses, a pesquisa do IFec RJ revela que 12,9% afirmam que diminuiu muito e 17,9% que diminuiu. Para 10,1% dos entrevistados houve algum tipo de aumento nas contratações nos três meses passados.

Estoques

Em relação ao abastecimento dos estoques nos últimos três meses, 54,2% disseram que ficou igual ao planejado, enquanto 39,9% afirmaram que ficou abaixo do planejamento feito. Apenas 5,9% relataram que seus estoques ficaram acima do planejado.

Inadimplência

A quantidade de empresas que não ficaram inadimplentes nos últimos três meses aumentou ligeiramente em relação à pesquisa anterior. Em julho, esse número foi de 50,6% contra 49,8% de junho. As inadimplentes ou muito inadimplentes ficaram 29,4%, valor um pouco abaixo do registrado na última sondagem (30%). 19,9% ficaram pouco inadimplentes, segundo a nova pesquisa.

Das empresas que tiveram dívidas, os cinco principais gastos estão associados ao aluguel (33,2%), bancos comerciais (30,8%), tributos federais (29,7%), luz (27,6%) e fornecedor (25,9%). 64,7% tiveram mais de um tipo de inadimplência.