Márcio Andrade afirma que governador Ronaldo Caiado também teve sensibilidade ao atender ao pleito do sindicato e pela Fecomércio pela redução do ICMS

A livre concorrência entre os postos e a rapidez com que o governo de Goiás reduziu o ICMS sobre os combustíveis são as principais razões para que os preços dos produtos no Estado estejam atualmente entre os menores do país, afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto-GO), Márcio Andrade. A tabela de preços oficial da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra drástica redução nos valores cobrados pela gasolina e pelo etanol, com efeitos benéficos também sobre o diesel.

Márcio Andrade observa que, no caso do diesel, a redução do ICMS ampliou sensivelmente a competitividade dos postos de combustíveis instalados nas rodovias. Antes das mudanças, relata o presidente do Sindiposto, as empresas de logística e os caminhoneiros atravessavam Goiás para abastecer em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Tocantins, com preços melhores em razão de alíquotas menores de ICMS. “O governador Ronaldo Caiado se mostrou sensível ao pleito do Sindiposto e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) nesse sentido”, afirma Márcio Andrade.

Segundo a tabela da ANP, Goiás tem segunda gasolina comum mais barata do Brasil, a R$ 6,06 (26ª posição). É o mesmo patamar alcançado pela gasolina aditivada, a R$ 6,20 (também em 26º). No caso do etanol, o Estado tem o terceiro menor preço do país, a R$ 4,26 (25ª posição). Antes das medidas, os preços estavam R$ 7,478 para a gasolina comum (13ª posição), R$ 7,534 para a gasolina aditivada (14ª) e R$ 4,825 para o etanol hidratado (25ª posição, com preço menor agora).

“Saímos na liderança, porque já no primeiro dia, junto com o Estado de São Paulo, o governo Goiás anunciou a redução do ICMS sobre os combustíveis, associada à redução dos impostos federais PIS, Cofins e da Cide sobre a gasolina e do PIS e Cofins sobre o etanol. Esses dois fatores levaram os preços para baixo, com a liderança de Goiás na redução do ICMS, com efeito para o consumidor mais rápido”, afirma Márcio Andrade. “Os preços chegaram rapidamente ao consumidor em função da grande concorrência que existe entre os postos”, diz.

O presidente do Sindiposto esclarece que “os postos de combustíveis são o elo da cadeia onde há maior concorrência e o preço justo chega ao consumidor quando essa concorrência é perfeita”. “A livre concorrência e a liberdade de preços são dois fatores fundamentais para que os preços sejam mais justos para o consumidor”, afirma Márcio Andrade.

“Outro ponto é que os postos não são formadores de preços. Os preços chegam prontos para os postos. Quando os postos compram os combustíveis, já estão inclusos os impostos e todos os custos, eles só acrescentam sua margem bruta, de onde deduzem todas as despesas para obterem seus lucros líquidos”, explica o presidente do Sindiposto. “Essa margem é uma das menores parcelas da formação do preço. O que forma o preço na ponta é o preço da distribuidora para o posto. O posto tem muito pouca influência na formação do preço”, afirma Márcio Andrade.

“A pesquisa da Agência Nacional do Petróleo mostra que Goiás tem de fato os menores preços. Antes da redução dos impostos, Goiás ficava nas primeiras posições, na quinta ou sexta posição entre os Estados com os preços mais altos. A tabela da ANP mostra a redução drástica e benéfica dos impostos para os consumidores”, afirma o presidente do Sindiposto. Márcio Andrade ressalta ainda que “as medidas de redução de impostos foram benéficas também para a redução dos preços do diesel”. “Essa era uma demanda importante do Sindiposto e os revendedores de combustíveis de Goiás apresentavam ao governo do Estado”.

“A demanda para que o ICMS do diesel também fosse reduzido para dar mais competitividade para os postos de rodovia do Estado, que estavam sofrendo com os impostos mais baratos de São Paulo, Tocantins e Mato Grosso do Sul, que tinham tributos bem mais baratos que Goiás, deixando os postos de rodovia em desvantagem. Isso fazia com que um caminhão que saísse de São Paulo atravessasse Goiás para abastecer no Tocantins, por exemplo”, relata o presidente do Sindiposto. “Isso prejudicava os postos goianos. Agora estamos mais competitivos, graças a essa redução que o governo de Goiás fez atendendo ao pleito do Sindiposto e da Fecomércio, a partir das reuniões que tivemos com a secretária da Economia, Cristiane Schmidt, e graças à sensibilidade do governador Ronaldo Caiado em receber e atender a essa demanda”, afirma Márcio Andrade.