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São Paulo, 17 de junho de 2022 – O consumo em restaurantes, bares, lanchonetes e padarias registrou aumento de 8,2% em março, em comparação com o mesmo mês de 2021, é o que apontam os índices divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas. Os dados, que avaliam o desempenho dentro do cenário da pandemia e consideram a inflação no período (ou seja, são calculados em termos reais) mostram que, em contraponto, os supermercados apresentam números negativos com queda de 14% no faturamento no mês de março.   

Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) revelam alta de 15,2% na quantidade de vendas e de 1,7% no número de estabelecimentos que efetivaram pelo menos uma transação no mês de março.

“Acreditamos que esses resultados são reflexo da volta ao trabalho presencial e dos eventos sociais, que refletem diretamente nos indicadores dos restaurantes, bares, padarias e lanchonetes. Já no caso dos supermercados, a elevação nos preços dos alimentos tende a afetar o comportamento dos consumidores”, destaca Cesario Nakamura, presidente da Alelo.

Em relação aos Índices de Consumo em Supermercados (ICS), os dados de março, em comparação com o mesmo período de 2021, indicam que o segmento encerrou o período com baixa de 2,0% no número de estabelecimentos que efetivaram pelo menos uma transação e 15,3% na quantidade de vendas.  

Panorama pré-pandemia dos indicadores

Quando observamos as variações calculadas comparando 2022 com 2019, período pré-pandemia, o ICR mostra queda em três indicadores em março: -31,2% no faturamento, -43,5% na quantidade de vendas e -4,5% no número de estabelecimentos que realizou transações.

Ao analisar o comportamento de consumo em supermercados, de acordo com o ICS, observamos um aumento de 3,8% no faturamento e 9,5% no número de estabelecimentos que registrou ao menos uma transação, enquanto houve queda de 7,3% na quantidade de vendas.  

Segundo os pesquisadores da Fipe, embora o segmento de supermercados tenha atravessado a pandemia sem grandes problemas (na prática, até se favorecendo de uma possível migração do consumo de bares e restaurantes, dado o isolamento social e o trabalho remoto), o mesmo não pode ser afirmado em tempos recentes, com a elevação nos preços dos alimentos. Comparativamente, no caso de restaurantes, embora os efeitos da pandemia ainda persistam nos números de volume e valor, os resultados mais recentes (comparativo últimos 12 meses) destacam uma evolução positiva desses serviços. Uma hipótese é que com a redução dos casos e óbitos da pandemia, as pessoas têm retornado de forma mais consistente e generalizada ao trabalho presencial, a eventos e ao convívio social.  

Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) apontam a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Ambos são calculados com base nas operações realizadas a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo território nacional.  

Dados regionais  

Em termos regionais, adotando como parâmetro a variação do valor gasto em restaurantes entre março de 2019 (período pré-pandemia) e março de 2022, é possível notar um maior impacto na região Nordeste (-36,1%). Entre as demais, a queda foi de: Sudeste (-31,3%), Centro-Oeste (-31%), Sul (-29,2%) e Norte (-28,4%). 

Individualmente, as unidades federativas mais impactadas em março foram: Rio de Janeiro (-43,1%), Ceará (-41,5%), Bahia (-40,8%), Pernambuco (-36,4%), Maranhão (-37,9%), Pernambuco (-36,4%), Distrito Federal (-35,8%), Rio Grande do Sul (-35,2%) e Amazonas (-34,3%). Já entre as unidades com aumento e/ou quedas menos expressivas, destacaram-se: Acre (+48,5%), Roraima (+48,4%), Rondônia (+9,5%), Alagoas (-4,3%), Mato Grosso do Sul (-9,3%) e Sergipe (-13,2%). Além das unidades federativas citadas, vale mencionar o impacto sobre o consumo em: São Paulo (-28,4%), Minas Gerais (-27,3%), Paraná (-26,0%) e Santa Catarina (-26,2%).

Metodologia dos índices  

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:

Amostra: todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de março de 2018 e 31 de março de 2022.

Valores atípicos: para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.

Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia…), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.

Inflação: os dados relativos ao consumo em valor foram deflacionados com base na variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Influência de outros fatores: os impactos apresentados não excluem a influência de fatores, eventos e políticas coincidentes com a pandemia sobre o comportamento e hábitos de consumo da população ao longo do período de análise. Todavia, levando-se em conta o caráter inesperado das medidas restritivas instituídas a partir de março, na maior parte das grandes cidades, bem como o padrão comportamental dos índices nos anos precedentes, é possível relacionar as variações atípicas observadas no comportamento das séries à pandemia da Covid-19.

Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência inicial (base 100) a média diária em janeiro de 2018. Os impactos calculados estão disponíveis para todos os dias, quinzenas e meses de 2020 e 2021.

Recorte geográfico: os impactos — apresentados como percentuais de variação dos índices em relação à média observada em 2019 — consideram os seguintes recortes: (i) média nacional (Brasil); (ii) Médias das 5 regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste); (iii) Média dos 26 estados e Distrito Federal (27 unidades federativas).  

Sobre a Fipe 

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas — Fipe é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973. Entre seus objetivos está o apoio ao Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Possui, hoje, destacada atuação nas áreas de ensino, projetos, pesquisa e desenvolvimento de indicadores econômicos e financeiros.  

Sobre a Alelo  

Somos Alelo. Somos feitos pra conectar pessoas — de norte a sul, de gente pra gente. Com mais de 18 anos de história, nos tornamos especialistas em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos — tudo isso dentro dos segmentos de alimentação, cultura, transporte e saúde. O que oferecemos pro mundo?

· Produtos e serviços: Alelo Tudo, Alelo Refeição, Alelo Alimentação, Alelo Natal, Alelo Multibenefícios, Alelo Mobilidade, Alelo Frota, Alelo Gestão de VT, Alelo Cultura, Pede Pronto e Veloe.

· Cartões pré-pagos: Alelo Despesas, Alelo Pagamentos e Alelo Premiação.

· E todos os dias oferecemos tranquilidade pra mais de 100 mil empresas-clientes e 8 milhões de pessoas que confiam na gente. Sem esquecer que contamos com a maior rede de estabelecimentos comerciais afiliados do Brasil. É assim que, desde 2013, lideramos o setor de benefícios no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).